Se você é afiliado da Shopee, já percebeu que o programa pode ser uma excelente forma de aumentar sua renda. Antes de tudo, vale lembrar: atuar como afiliado vai muito além de indicar produtos e receber comissões. Para garantir que o dinheiro chegue na sua conta sem bloqueios e sem dor de cabeça com o fisco, é essencial organizar corretamente o saque e a regularização fiscal.

Afinal, ninguém quer trabalhar duro para depois perder parte dos ganhos em multas, juros ou até ficar com o dinheiro bloqueado por inconsistências cadastrais. Por outro lado, quem se planeja conquista mais tranquilidade, paga menos impostos e consegue enxergar o programa de afiliados como um verdadeiro negócio.

Assim sendo, neste artigo vamos mostrar em detalhes:

1 – Como sacar suas comissões corretamente;

2 – O que observar para evitar bloqueios;

3 – Como declarar os rendimentos de afiliado;

4 – As vantagens e desvantagens de atuar como PF ou PJ;

E, sobretudo, como transformar suas comissões em um negócio lucrativo e sustentável.

1. Como Sacar Corretamente Suas Comissões da Shopee

O saque é simples, mas exige atenção. Muitos afiliados acabam frustrados porque deixam de lado detalhes básicos.

Passo a passo detalhado

  1. Acesse a Central do Vendedor ou o painel do programa de afiliados.
  2. Verifique seu saldo: o mínimo geralmente é R$ 250,00. Se o valor for menor, não é possível solicitar saque.
  3. Atualize seus dados bancários: garanta que CPF ou CNPJ estejam corretos.
  4. Solicite o saque diretamente na plataforma.

Logo depois, a Shopee transfere o valor para sua conta cadastrada, normalmente em até 30 dias após a confirmação da entrega do produto ao cliente.

Métodos de recebimento

ShopeePay: usado por pessoas físicas, útil para movimentações rápidas.

Transferência bancária: o método mais indicado para quem deseja comprovar receita e manter a organização contábil.

Atenção: se os dados não estiverem corretos, a Shopee pode reter seu pagamento até regularização. Isso significa dinheiro parado que não rende nem trabalha a seu favor.

2. Regularização Fiscal: o que você precisa saber

Sacar é apenas o primeiro passo. Em contrapartida, a parte mais crítica é declarar corretamente seus rendimentos. A Receita Federal monitora movimentações bancárias e compras declaradas — e qualquer divergência pode gerar problemas sérios.e preferir uma solução personalizada e mais robusta, o desenvolvimento pode ultrapassar R$ 20.000, dependendo da complexidade do projeto.

Como declarar sendo Pessoa Física (PF)

Informe os valores recebidos como “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”.

Dependendo do volume de ganhos, pode ser necessário recolher carnê-leão mensalmente.

Guarde relatórios da Shopee, extratos bancários e comprovantes de saque.

Todavia, se a renda aumentar, a tributação como PF pode consumir boa parte do lucro. Quer entender melhor? Confira nosso conteúdo sobre Imposto de Renda para Pessoa Física.

Como declarar sendo Pessoa Jurídica (PJ)

Escolha o regime tributário adequado — geralmente o Simples Nacional é o mais vantajoso.

Emita notas fiscais para cada comissão recebida.

Registre despesas dedutíveis (internet, celular, softwares de marketing, energia, equipamentos etc.).

Como PJ, você pode reduzir legalmente a carga tributária e reinvestir a economia no crescimento do negócio. Sem regularização, você corre risco de cair na malha fina, ter multas altas e até sofrer restrições bancárias.

3. Documentação Essencial para Afiliados

Conquanto você atue como PF ou PJ, é crucial manter uma documentação organizada. Isso serve não apenas para fiscalizações, mas também para ter clareza financeira.

Você deve guardar:

  • Extratos de pagamento da Shopee;
  • Notas fiscais emitidas (PJ);
  • Extratos bancários;
  • Declarações entregues à Receita.

Assim sendo, quando chegar a hora de declarar o imposto ou comprovar renda, você terá tudo à mão, evitando estresse.

4. PF x PJ: Qual a Melhor Escolha?

Essa é uma dúvida comum entre afiliados. Vamos analisar cada cenário:

Pessoa Física

  • Vantagens: facilidade de cadastro, rapidez para receber. Não precisa abrir empresa.
  • Desvantagens: tributação mais pesada, falta de possibilidade de deduzir custos e limites de receita.

Pessoa Jurídica

  • Vantagens: possibilidade de pagar menos impostos, dedução de despesas, emissão de nota fiscal, maior credibilidade.
  • Desvantagens: maior responsabilidade fiscal, necessidade de contabilidade e taxas mensais.

Portanto, se você ganha pouco e está apenas testando, PF pode atender. Entretanto, se já recebe regularmente valores acima de R$ 2.000,00, abrir um CNPJ é o caminho mais estratégico. Conheça nosso serviço de Abertura de Empresa Simples e Rápida e veja como podemos ajudar.

5. Afiliado não é só renda extra: é um negócio

Muitos afiliados começam de forma despretensiosa, mas logo percebem que os ganhos podem crescer consideravelmente. Em resumo, o segredo é tratar o programa como um empreendimento.

Dicas práticas para profissionalizar sua operação:

  • Separe contas pessoais e profissionais para ter clareza financeira.
  • Planeje seus ganhos mensais como se fossem faturamento.
  • Invista em marketing: anúncios pagos, tráfego orgânico e redes sociais aumentam comissões.
  • Use ferramentas digitais para acompanhar métricas e automatizar processos.
  • Conte com uma contabilidade especializada — aqui entra a Santa Contabilidade, oferecendo suporte completo para pequenos empresários digitais.

Apesar disso, muitos afiliados desistem no caminho porque se perdem na burocracia. Por outro lado, quem estrutura a parte contábil cresce de forma segura e sustentável.

Licenciamento e exigências legais para e-commerce

Embora muitas pessoas pensem o contrário, o e-commerce também precisa de regularização, como qualquer outra empresa. Dependendo da sua cidade e do tipo de produto vendido, podem ser exigidas licenças e alvarás específicos.

1. Alvará e licenças

Por conseguinte, você pode ter que solicitar:

  • Alvará de funcionamento
  • Licença sanitária (para alimentos ou cosméticos)
  • Licença ambiental, em alguns casos

Os custos dessas licenças variam entre R$ 500 e R$ 3.000.

2. Código de Defesa do Consumidor

Além disso, o seu site deve estar em conformidade com o Código de Defesa do Consumidor. Isso inclui:

  • Políticas claras de troca e devolução
  • Informações sobre frete, prazos e formas de pagamento
  • Política de privacidade e segurança de dados

Em suma, seguir essas normas evita problemas jurídicos e aumenta a confiança do consumidor.

Como a Santa Contabilidade Pode Ajudar

Na Santa Contabilidade, entendemos os desafios dos pequenos empresários digitais. Nosso papel é simplificar sua vida financeira e fiscal, oferecendo:

  • Contabilidade Online com atendimento humano;
  • Planejamento tributário para pagar menos impostos;
  • Consultoria personalizada para transformar sua operação em um negócio sólido.

Com efeito, ter um contador especializado faz toda diferença. Você foca em vender mais, enquanto nós cuidamos da sua contabilidade.

A Santa Contabilidade acumulou uma vasta experiência através de anos de experiência na contabilidade para pequenas empresas. A equipe de especialistas altamente qualificados da empresa combina conhecimento técnico com tecnologia de ponta para fornecer aos clientes uma plataforma digital intuitiva e abrangente.Estamos empenhados em garantir que você esteja completamente satisfeito com nossos serviços e produtos. Nossa equipe trabalha arduamente para trazer a você as melhores soluções e ferramentas de ponta atualmente no mercado.

Conclusão

O programa de afiliados da Shopee é uma excelente oportunidade. Acima de tudo, ele pode se transformar em um negócio lucrativo se você souber sacar corretamente, declarar os ganhos e escolher entre PF ou PJ de forma estratégica.

Enfim, não permita que a falta de organização comprometa seu crescimento. Regularizar suas receitas traz tranquilidade e abre espaço para investir mais no futuro.

Se você deseja formalizar seu negócio ou precisa de orientação para pagar menos impostos, fale agora com um contador da Santa Contabilidade e descubra como podemos apoiar seu crescimento.

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Se o 13º salário vira uma surpresa para o caixa da sua empresa todo mês de novembro, o problema pode estar no planejamento.

Planejamento do 13º salário: como proteger o caixa da empresa no fim do ano

Se o pagamento do 13º salário aperta o caixa da sua empresa todos os anos, o problema pode não estar na despesa em si, mas na falta de planejamento financeiro. O 13º salário é uma obrigação previsível. A empresa conhece os períodos de pagamento e consegue estimar antecipadamente quanto precisará desembolsar. Ainda assim, muitos negócios chegam aos últimos meses do ano sem recursos suficientes para cumprir essa obrigação com tranquilidade. Quando isso acontece, o empresário pode precisar utilizar capital de giro, adiar pagamentos, renegociar compromissos ou até buscar crédito de emergência. Além de aumentar a pressão financeira, esse cenário reduz a margem para decisões estratégicas justamente em um período que pode concentrar outras despesas importantes. A melhor forma de evitar esse problema é transformar o 13º salário em uma despesa planejada ao longo do ano, e não em uma preocupação concentrada em novembro e dezembro. Como o 13º salário afeta o fluxo de caixa da empresa? O impacto acontece porque uma parcela importante da folha de pagamento fica concentrada no final do ano. Para uma empresa que não reservou recursos antecipadamente, esse desembolso pode representar uma saída relevante em um intervalo curto de tempo. Ao mesmo tempo, fornecedores, impostos, comissões, bonificações e outras despesas sazonais também podem pressionar o caixa. Por isso, olhar apenas para o saldo bancário disponível no momento não é suficiente. O empresário precisa trabalhar com uma projeção de fluxo de caixa que considere as obrigações futuras. Dessa forma, consegue identificar antecipadamente se haverá recursos suficientes para pagar funcionários e demais compromissos sem comprometer a operação. Como funciona o cálculo do 13º salário? Os empregados contratados pelo regime da CLT têm direito ao 13º salário, calculado proporcionalmente aos meses trabalhados durante o ano. De forma geral, quem trabalhou durante todo o período recebe o equivalente a uma remuneração mensal. Já o colaborador admitido ao longo do ano recebe o valor proporcional ao tempo trabalhado, observadas as regras aplicáveis ao cálculo. Entretanto, a estimativa da empresa não deve permanecer estática durante todo o ano. Admissões, desligamentos, alterações salariais e componentes variáveis da remuneração podem modificar o valor esperado. Comissões, horas extras habituais e determinados adicionais, por exemplo, podem influenciar a base utilizada para o cálculo. Por essa razão, o planejamento precisa acompanhar a movimentação da folha. Uma estimativa feita no início do ano pode deixar de representar a realidade alguns meses depois. Quais são os períodos de pagamento do 13º? Pela regra geral, a primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. A primeira parcela também pode ser antecipada nas situações previstas pelas regras trabalhistas. Para o planejamento financeiro, mais importante do que apenas conhecer as datas é incluir esses desembolsos no fluxo de caixa com antecedência. Além do valor pago aos colaboradores, a empresa deve considerar os encargos relacionados ao 13º. Ignorar esses valores pode fazer com que a reserva financeira fique abaixo da necessidade real. Assim, a projeção precisa considerar o custo total estimado da obrigação, e não somente o valor que chegará ao funcionário. Provisão contábil e reserva financeira não são a mesma coisa Esse é um ponto essencial para o empresário. A provisão contábil registra, ao longo dos meses, a formação de uma obrigação futura. Ela contribui para que a contabilidade represente adequadamente as despesas do negócio. A reserva financeira tem outra função: garantir que exista dinheiro disponível no momento do pagamento. Em outras palavras, uma empresa pode ter realizado corretamente a provisão contábil e, mesmo assim, chegar a novembro sem caixa suficiente. Por isso, planejamento contábil e planejamento financeiro precisam caminhar juntos. Uma contabilidade estratégica não olha apenas para o registro da obrigação. Ela também ajuda o empresário a compreender como essa despesa poderá afetar o fluxo de caixa e quais decisões podem ser tomadas antecipadamente para reduzir riscos. Quanto a empresa deve separar por mês? Uma estratégia prática consiste em estimar o custo anual do 13º, incluindo os encargos aplicáveis, e distribuir essa necessidade financeira ao longo dos meses. Imagine, por exemplo, que a empresa estime um desembolso total de R$ 30 mil. Se decidir construir essa reserva durante 12 meses, uma referência inicial seria separar R$ 2.500 mensalmente. O exemplo serve apenas para mostrar a lógica do planejamento. Na prática, o valor precisa acompanhar a realidade da folha. Se houver contratações, desligamentos, reajustes ou mudanças relevantes na remuneração dos colaboradores, a projeção deverá ser atualizada. Quanto mais cedo a empresa identifica uma diferença entre o valor reservado e a necessidade estimada, maior tende a ser sua capacidade de ajustar o caixa sem medidas emergenciais. Como evitar que a reserva do 13º seja usada para outras despesas? Um dos principais riscos ocorre quando a empresa até separa recursos, mas utiliza esse dinheiro durante o ano para cobrir outras necessidades. Nesse caso, o problema apenas é adiado. Uma alternativa de gestão é manter os recursos destinados ao 13º separados do caixa utilizado na rotina operacional. Isso ajuda o empresário a visualizar aquele valor como comprometido com uma obrigação futura. Além disso, a empresa deve acompanhar seu fluxo de caixa regularmente. Se o negócio precisa recorrer repetidamente à reserva destinada a obrigações trabalhistas para pagar despesas do dia a dia, pode existir um problema mais amplo de capital de giro, margem, estrutura de custos ou organização financeira. Esse sinal merece atenção. Por que setembro é um bom momento para revisar o planejamento? Mesmo empresas que não começaram a formar a reserva no início do ano ainda podem melhorar sua preparação. A partir de setembro, a proximidade dos pagamentos torna a revisão do fluxo de caixa ainda mais importante. Nesse momento, a empresa pode atualizar a estimativa do 13º, verificar quanto já possui reservado e calcular o valor que ainda precisará acumular até os pagamentos. Também é importante projetar outras despesas previstas para o período. Entre elas podem estar: Ao analisar todos esses compromissos em conjunto, o empresário obtém uma visão mais realista da necessidade de caixa. O que fazer quando a empresa percebe que a

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NF-e denegada: o documento é impedido de ser autorizado por uma irregularidade fiscal relacionada ao emitente ou ao destinatário. Nesse caso, a mesma NF-e não deve simplesmente ser corrigida e reutilizada. A situação precisa ser analisada com cuidado e, quando necessário, com orientação contábil. NF-e autorizada: significa que a SEFAZ validou o XML e registrou a autorização. A empresa também deve verificar se o protocolo de autorização está corretamente vinculado ao documento. Conhecer essas diferenças evita decisões equivocadas e reduz o risco de tentar corrigir uma situação que exige outro procedimento. Como a rejeição pode afetar o faturamento da empresa? Uma nota rejeitada pode interromper várias etapas da operação. Dependendo de como o ERP e os demais sistemas estão configurados, a falta de autorização pode impedir a expedição, a geração adequada do DANFE, a atualização do estoque e a integração com contas a receber e logística. 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CNPJ, CPF, razão social, endereço, município, UF e inscrição estadual precisam estar coerentes com a operação realizada e com os registros utilizados para emissão. Uma inscrição estadual incorreta ou uma classificação equivocada do destinatário como contribuinte do ICMS, por exemplo, pode comprometer a emissão. Antes de retransmitir, vale revisar: Se o erro estiver no cadastro do cliente, corrija a informação na origem. Dessa forma, você evita que o mesmo problema apareça nas próximas vendas. NCM, CFOP e tributação também exigem atenção O NCM identifica a mercadoria, enquanto o CFOP representa a natureza da operação realizada. Essas informações influenciam diretamente o preenchimento fiscal da NF-e. A empresa também precisa verificar a origem da mercadoria e os campos tributários relacionados à operação, incluindo CST ou CSOSN e os tributos aplicáveis. O regime tributário da empresa também interfere na forma de configuração do documento. Por isso, copiar parâmetros fiscais utilizados por outra empresa ou escolher um código apenas para eliminar uma rejeição pode criar inconsistências maiores. A análise deve considerar o produto, o tipo de operação, o estado de origem e destino e o perfil do destinatário. Quando houver dúvida, a orientação da contabilidade ajuda a reduzir riscos e evita alterações baseadas apenas em tentativa e erro. Divergências de valores e campos obrigatórios A SEFAZ também realiza validações sobre os valores informados na NF-e. Quantidade, preço unitário, descontos, frete, seguro, outras despesas, bases de cálculo, impostos e valor total precisam estar corretamente relacionados. Um desconto aplicado ao item e não refletido no total, por exemplo, pode gerar inconsistência. O mesmo pode ocorrer quando o frete ou outros valores não seguem a configuração esperada pelo sistema. Também é importante conferir numeração, série, modelo, finalidade do documento e demais campos obrigatórios da operação. Uma revisão antes do envio pode evitar retrabalho e atrasos no faturamento. E quando o problema está no sistema? Nem toda rejeição nasce de um erro de cadastro. O emissor pode estar utilizando configurações inadequadas, versões incompatíveis do leiaute, certificado digital inválido ou parâmetros desatualizados. Também podem ocorrer falhas de comunicação com o ambiente autorizador. Em situações desse tipo, a empresa deve consultar o status da NF-e antes de simplesmente transmiti-la outra vez. Afinal, pode acontecer de o documento ter sido processado, mas o retorno não ter chegado corretamente ao sistema. Registrar código da rejeição, horário, número da nota e demais informações do retorno facilita a investigação. Como corrigir uma nota fiscal rejeitada com mais segurança? O processo começa pela análise da mensagem apresentada pela SEFAZ.

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NCM e CEST no e-commerce: o erro silencioso que pode destruir sua margem e aumentar seus impostos

Cadastro incorreto no e-commerce: como proteger sua margem na Reforma Tributária

Vender mais nem sempre significa lucrar mais. No e-commerce, um cadastro incorreto pode fazer a empresa aumentar o faturamento enquanto perde margem silenciosamente em cada pedido. Com a Reforma Tributária, esse cuidado ganha ainda mais importância. A Lei Complementar nº 214/2025 instituiu o IBS e a CBS e trouxe mudanças que exigem adaptações fiscais, tecnológicas e operacionais das empresas. Por isso, não basta acompanhar alíquotas. O empresário precisa revisar a classificação dos produtos, verificar o NCM, atualizar custos, preparar o ERP e avaliar como tributos, créditos, fretes, comissões, meios de pagamento e devoluções afetam o preço final. O objetivo não deve ser apenas emitir notas corretamente. Um cadastro fiscal organizado também ajuda a proteger a rentabilidade, reduzir riscos e melhorar a tomada de decisão. Por que o cadastro de produtos pode afetar a margem do e-commerce? O cadastro do produto conecta diferentes áreas da empresa. Informações registradas no ERP podem alimentar a emissão da nota fiscal, o estoque, a apuração tributária, os relatórios gerenciais e até a formação dos preços. Quando esses dados estão incorretos ou desatualizados, o problema pode se espalhar por toda a operação. Um custo de compra antigo, por exemplo, pode fazer determinado produto parecer mais lucrativo do que realmente é. Da mesma forma, uma classificação fiscal inadequada pode gerar inconsistências tributárias e exigir correções posteriores. Por isso, revisar o cadastro não deve ser tratado apenas como uma tarefa do departamento fiscal. É também uma decisão de gestão. NCM exige atenção durante a Reforma Tributária A Nomenclatura Comum do Mercosul, conhecida como NCM, identifica e classifica mercadorias conforme suas características. A Receita Federal mantém o Sistema Classif, que reúne a tabela NCM, Notas Legais, Notas Explicativas do Sistema Harmonizado e decisões de classificação fiscal, entre outros materiais de apoio. Isso mostra por que a escolha do código não deve ocorrer apenas com base no nome comercial do produto. Características como composição, função, material, apresentação e finalidade podem influenciar a classificação. Além disso, durante a implantação do IBS e da CBS, os documentos fiscais eletrônicos passam a incorporar informações específicas relacionadas aos novos tributos. As especificações oficiais da NF-e já contemplam códigos como CST-IBS/CBS e cClassTrib para identificar o tratamento tributário aplicável às operações. Portanto, o empresário precisa olhar para o cadastro de maneira integrada: NCM, descrição, unidade de medida e demais informações fiscais precisam conversar entre si e com a parametrização do sistema. Copiar o NCM do fornecedor pode trazer riscos Um erro bastante comum no comércio eletrônico é simplesmente replicar o NCM informado pelo fornecedor. Essa informação pode servir como referência, mas não deve ser aceita automaticamente como validação da classificação da mercadoria. O fornecedor também pode ter utilizado uma classificação inadequada. Além disso, produtos semelhantes comercialmente podem apresentar características técnicas diferentes. O mesmo cuidado vale para concorrentes. Encontrar determinado NCM em outro e-commerce não significa que ele seja necessariamente correto para o produto vendido pela sua empresa. A classificação fiscal deve refletir as características reais da mercadoria, e não a intenção de conseguir uma tributação mais vantajosa. Sempre que houver dúvida relevante, o ideal é reunir fichas técnicas, descrições detalhadas e documentação disponível e realizar a análise com apoio contábil ou tributário. Esse cuidado reduz o risco de perpetuar um erro por centenas ou milhares de vendas. Como priorizar a revisão do cadastro de produtos? Empresas com poucos itens conseguem realizar uma revisão ampla com maior facilidade. Já um e-commerce com centenas ou milhares de SKUs precisa definir prioridades. Em vez de revisar o catálogo aleatoriamente, comece pelos produtos capazes de causar maior impacto financeiro. Analise principalmente: Depois, cruze essas informações com os dados fiscais. Essa análise ajuda a encontrar produtos que parecem rentáveis quando observados apenas pelo faturamento, mas deixam uma margem muito menor depois de considerar impostos, taxas e despesas operacionais. Prepare o ERP para IBS e CBS A Reforma Tributária também exige atenção à tecnologia. As especificações dos documentos fiscais eletrônicos vêm sendo adaptadas para comportar as informações do IBS e da CBS. O Portal Nacional da NF-e já disponibiliza tabelas e códigos utilizados na classificação tributária dos novos tributos. Por essa razão, não é recomendável esperar que todos os problemas apareçam na emissão das notas para começar a conversar com o fornecedor do ERP. A empresa deve verificar se o sistema está sendo atualizado, quais campos serão necessários, como ocorrerá a parametrização e de que maneira as novas informações conversarão com os demais módulos. Fiscal, contabilidade, financeiro, comercial e tecnologia precisam trabalhar de forma integrada. Uma mudança realizada apenas no módulo fiscal, sem avaliar seus reflexos na precificação ou nos relatórios de margem, pode resolver uma obrigação operacional e criar outro problema de gestão. Preço de venda precisa considerar o custo real da operação Outro ponto crítico é a precificação. Muitos e-commerces ainda definem seus preços considerando basicamente o custo da mercadoria, uma estimativa de impostos e a margem desejada. Na prática, existem outros valores que consomem a rentabilidade. O empresário precisa avaliar custo de aquisição, tributos aplicáveis, créditos quando cabíveis, frete, embalagem, comissão do marketplace, tarifas dos meios de pagamento, parcelamento, anúncios, descontos, devoluções e logística reversa. Imagine um produto com boa margem antes das taxas do marketplace. Depois de considerar comissão, frete subsidiado, custo financeiro e devoluções, a operação pode entregar um resultado muito diferente daquele apresentado inicialmente pela planilha comercial. Por isso, uma política de preços eficiente precisa partir de dados atualizados. Analise a margem por canal de venda O mesmo produto não necessariamente apresenta a mesma rentabilidade em todos os canais. Uma venda realizada no site próprio pode ter custos diferentes de uma venda em marketplace. As comissões, campanhas promocionais, fretes e condições de pagamento mudam. Portanto, acompanhar apenas a margem média da empresa pode esconder problemas. Sempre que possível, avalie a rentabilidade por produto e por canal. Essa visão permite responder perguntas importantes: quais produtos realmente sustentam o lucro? Em quais canais determinadas mercadorias deixam de ser atrativas? Quais promoções aumentam o faturamento, mas destroem margem? Com dados confiáveis, o empresário pode ajustar preço, negociação

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