Como fazer a abertura de uma empresa: documentos, tempo, quem pode ajudar e como encontrar uma contabilidade confiável

Como fazer a abertura de uma empresa: documentos, tempo, quem pode ajudar e como encontrar uma contabilidade confiável

Abrir uma empresa é um passo significativo para qualquer empreendedor. Para realizar a abertura de uma empresa, é necessário reunir documentos como CPF, RG, comprovante de residência e a elaboração do contrato social. Observa-se que esses documentos variam dependendo do tipo de negócio, e entender quais são essenciais pode facilitar o processo.

O tempo necessário para abrir uma empresa pode variar, mas geralmente leva entre 3 a 15 dias. Este período depende da agilidade nas autoridades locais e da preparação da documentação. Além disso, é importante saber que qualquer pessoa que atenda aos requisitos legais pode empreender e iniciar esse processo.

Encontrar uma contabilidade confiável é crucial, assim garante-se que tudo seja feito corretamente. A recomendação de amigos ou a pesquisa de profissionais com boas avaliações pode ser um início eficiente. Uma contabilidade adequada pode ajudar a evitar complicações e a lidar com obrigações fiscais de maneira mais tranquila.

Compreendendo o Processo de Abertura de Empresas

O processo de abertura de uma empresa envolve várias etapas cruciais. É essencial que o empreendedor compreenda os tipos de sociedade disponíveis e tenha um plano de negócios bem estruturado para orientar suas ações. 

Definição de Tipo Societário

A escolha do tipo societário é um passo fundamental no início de um negócio. As opções mais comuns incluem:

  • Empresário Individual: O proprietário é pessoalmente responsável pelas dívidas.
  • EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada): Permite que uma única pessoa tenha responsabilidade limitada, protegendo bens pessoais.
  • LTDA (Limitada): Formado por sócios, onde a responsabilidade é limitada ao capital investido.

A definição correta do tipo societário impacta diretamente questões fiscais, tributárias e operacionais. Além disso, a correta definição determina a proteção do patrimônio da empresa em caso de dívidas ou problemas financeiros.

Importância do Plano de Negócios

Um plano de negócios bem elaborado é vital para o sucesso de uma nova empresa. Ele deve incluir:

  • Objetivos e Metas: Definição clara do que se espera alcançar.
  • Análise de Mercado: Avaliação da concorrência e identificação do público-alvo.
  • Estratégia Financeira: Previsão de receitas, despesas e lucros.

Esse documento não só orienta o empreendedor nas decisões diárias, mas também pode ser fundamental para obter financiamentos e parcerias, demonstrando viabilidade e profissionalismo. Um bom plano aumenta as chances de sucesso no mercado competitivo.

Documentação Necessária e Informações Requeridas

A abertura de uma empresa requer a apresentação de diversos documentos e informações. Estes são essenciais para garantir a legalidade e o funcionamento adequado do negócio.

Documentos dos Sócios

Os sócios precisam apresentar documentos pessoais como:

  • Cópia do RG e CPF: Identificação é essencial.
  • Comprovante de Endereço: Deve ser recente e legível.
  • Certidão de Nascimento ou Casamento: Para comprovar estado civil.

Caso haja sócios estrangeiros, é necessário incluir o passaporte e, em alguns casos, um reconhecimento de firma. Dependendo do tipo de empresa, documentos adicionais podem ser exigidos, como declarações de bens e certidões negativas de débitos.

Dados da Empresa

É importante coletar dados fundamentais para o registro da empresa, incluindo:

  • Nome da Empresa: Deve ser único e não pode ser confundido com outras empresas.
  • Endereço Comercial: Local onde a empresa irá operar.
  • Objetivo Social: Descrição clara da atividade que será desempenhada.

Outros dados podem incluir a definição do tipo jurídico (MEI, LTDA, EIRELI) e a estimativa de faturamento anual. Essas informações são essenciais para o correto registro e operação da empresa.

Registro nos Órgãos Competentes

Após a organização da documentação, o próximo passo é registrar a empresa nos órgãos competentes. Esta etapa envolve:

  • Junta Comercial: Registro da empresa e obtenção do NIRE.
  • Receita Federal: Inscrição no CNPJ.
  • Secretaria da Fazenda: Registro para obter a inscrição estadual, se aplicável.

Além disso, a empresa pode precisar de alvarás de funcionamento. O tipo de alvará dependerá da atividade econômica e do município onde a empresa está localizada. Esses registros são fundamentais para que a empresa atue de forma legal e operacional.

Prazos e Etapas Para a Abertura da Empresa

O processo de abertura de uma empresa envolve várias etapas e prazos que devem ser respeitados. Compreender cada uma delas ajuda a evitar atrasos e garantir que todos os requisitos legais sejam atendidos.

Consulta Comercial e Viabilidade

Antes de dar início ao registro formal da empresa, é essencial realizar uma consulta comercial. Esta consulta verifica a viabilidade do nome escolhido e se a atividade pretendida é permitida. Nesse sentido, é possível consultar a Junta Comercial do estado.

Esse passo pode levar de 1 a 5 dias úteis, dependendo da localidade. Após a consulta, recomenda-se elaborar um plano de negócios para avaliar a viabilidade financeira e operacional da empresa. Só para exemplificar, a metodologia de análise deve incluir dados sobre concorrência, mercado-alvo e projeções financeiras.

Obtenção de CNPJ e Inscrições Fiscais

Após a consulta e a validação do nome, o próximo passo é a obtenção do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) e das inscrições fiscais estaduais e municipais. Posto que o CNPJ é fundamental para o funcionamento legal da empresa.

Este processo, realizado junto à Receita Federal, pode durar entre 1 e 10 dias. A documentação necessária inclui o contrato social, documentos de identificação dos sócios e comprovante de endereço. Após a obtenção do CNPJ, a empresa também deve se registrar nas Secretarias da Fazenda (estadual e municipal), sendo que cada localidade pode ter variações nos prazos.

Licenças e Alvarás Necessários

A formalização da empresa ainda requer a obtenção de licenças e alvarás específicos, que variam conforme a atividade e localização da empresa. Esses documentos garantem que a empresa atenda às normas de segurança, saúde e meio ambiente.

Nesse sentido, os prazos para obtenção dessas licenças podem variar muito, podendo levar de algumas semanas a meses. É importante consultar a prefeitura e outros órgãos reguladores para entender as exigências. Além disso, a empresa deve manter a regularidade dessas licenças ao longo de sua operação para evitar multas e complicações legais.

Escolhendo uma Contabilidade Confiável

A escolha de uma contabilidade confiável é essencial para o sucesso da empresa. Um bom contador não apenas agiliza o processo de abertura, mas também oferece suporte contínuo nas questões financeiras e fiscais.

Critérios de Seleção do Contador

Sem dúvida, selecionar um contador adequado envolve considerar vários fatores. Primeiro, a experiência na área de atuação da empresa é crucial. Contadores que já trabalham com negócios similares podem oferecer insights valiosos.

Além disso, verifique as credenciais e as certificações do profissional. Esses documentos garantem que ele esteja atualizado com as leis fiscais e contábeis.

Deve-se considerar também a reputação do contador na comunidade empresarial. Principalmente, pesquisar avaliações online e pedir recomendações a outros empresários é uma boa prática.

Por fim, a facilidade de comunicação e a disponibilidade do contador são fatores importantes. Um bom relacionamento facilita a resolução de problemas e a troca de informações.

O Papel do Contador no Início da Empresa

No início da empresa, o contador desempenha um papel fundamental. Posteriormente, ele orienta o empreendedor sobre a melhor estrutura jurídica, seja uma microempresa, empresa individual ou sociedade. Essa escolha impacta diretamente em questões tributárias e administrativas.

O contador também ajuda na documentação necessária para a abertura. Isso inclui a elaboração do contrato social e o registro na Junta Comercial.

Além disso, o profissional orienta em relação às obrigações fiscais que devem ser atendidas desde o início. Isso previne problemas futuros e garante que a empresa opere dentro da legalidade.

Um contador experiente pode ainda oferecer orientações sobre planejamento financeiro e controle de fluxo de caixa, essenciais para a saúde financeira do negócio.

Santa Contabilidade pode fazer a diferença no seu negócio!

A Santa Contabilidade acumulou uma vasta experiência através de anos de experiência com a abertura e assessoria contábil de empresas. Afinal, a equipe de especialistas altamente qualificados da empresa combina conhecimento técnico com tecnologia de ponta para fornecer aos clientes uma plataforma digital intuitiva e abrangente. Estamos empenhados em garantir que você esteja completamente satisfeito com nossos serviços e produtos. Nossa equipe trabalha arduamente para trazer a você as melhores soluções e ferramentas de ponta disponíveis no mercado.

Achou o conteúdo interessante? Compartilhe!

Nós estamos prontos para atender a sua necessidade.
Abertura de Empresa, Troca de Contador, Certificado Digital?
Temos o plano ideal para sua empresa! Converse com um especialista Santa!
Nós estamos prontos para atender a sua necessidade. Abertura de Empresa, Troca de Contador, Certificado Digital?
Temos o plano ideal para sua empresa! Converse com um especialista Santa!

Post relacionados!

Se o 13º salário vira uma surpresa para o caixa da sua empresa todo mês de novembro, o problema pode estar no planejamento.

Planejamento do 13º salário: como proteger o caixa da empresa no fim do ano

Se o pagamento do 13º salário aperta o caixa da sua empresa todos os anos, o problema pode não estar na despesa em si, mas na falta de planejamento financeiro. O 13º salário é uma obrigação previsível. A empresa conhece os períodos de pagamento e consegue estimar antecipadamente quanto precisará desembolsar. Ainda assim, muitos negócios chegam aos últimos meses do ano sem recursos suficientes para cumprir essa obrigação com tranquilidade. Quando isso acontece, o empresário pode precisar utilizar capital de giro, adiar pagamentos, renegociar compromissos ou até buscar crédito de emergência. Além de aumentar a pressão financeira, esse cenário reduz a margem para decisões estratégicas justamente em um período que pode concentrar outras despesas importantes. A melhor forma de evitar esse problema é transformar o 13º salário em uma despesa planejada ao longo do ano, e não em uma preocupação concentrada em novembro e dezembro. Como o 13º salário afeta o fluxo de caixa da empresa? O impacto acontece porque uma parcela importante da folha de pagamento fica concentrada no final do ano. Para uma empresa que não reservou recursos antecipadamente, esse desembolso pode representar uma saída relevante em um intervalo curto de tempo. Ao mesmo tempo, fornecedores, impostos, comissões, bonificações e outras despesas sazonais também podem pressionar o caixa. Por isso, olhar apenas para o saldo bancário disponível no momento não é suficiente. O empresário precisa trabalhar com uma projeção de fluxo de caixa que considere as obrigações futuras. Dessa forma, consegue identificar antecipadamente se haverá recursos suficientes para pagar funcionários e demais compromissos sem comprometer a operação. Como funciona o cálculo do 13º salário? Os empregados contratados pelo regime da CLT têm direito ao 13º salário, calculado proporcionalmente aos meses trabalhados durante o ano. De forma geral, quem trabalhou durante todo o período recebe o equivalente a uma remuneração mensal. Já o colaborador admitido ao longo do ano recebe o valor proporcional ao tempo trabalhado, observadas as regras aplicáveis ao cálculo. Entretanto, a estimativa da empresa não deve permanecer estática durante todo o ano. Admissões, desligamentos, alterações salariais e componentes variáveis da remuneração podem modificar o valor esperado. Comissões, horas extras habituais e determinados adicionais, por exemplo, podem influenciar a base utilizada para o cálculo. Por essa razão, o planejamento precisa acompanhar a movimentação da folha. Uma estimativa feita no início do ano pode deixar de representar a realidade alguns meses depois. Quais são os períodos de pagamento do 13º? Pela regra geral, a primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. A primeira parcela também pode ser antecipada nas situações previstas pelas regras trabalhistas. Para o planejamento financeiro, mais importante do que apenas conhecer as datas é incluir esses desembolsos no fluxo de caixa com antecedência. Além do valor pago aos colaboradores, a empresa deve considerar os encargos relacionados ao 13º. Ignorar esses valores pode fazer com que a reserva financeira fique abaixo da necessidade real. Assim, a projeção precisa considerar o custo total estimado da obrigação, e não somente o valor que chegará ao funcionário. Provisão contábil e reserva financeira não são a mesma coisa Esse é um ponto essencial para o empresário. A provisão contábil registra, ao longo dos meses, a formação de uma obrigação futura. Ela contribui para que a contabilidade represente adequadamente as despesas do negócio. A reserva financeira tem outra função: garantir que exista dinheiro disponível no momento do pagamento. Em outras palavras, uma empresa pode ter realizado corretamente a provisão contábil e, mesmo assim, chegar a novembro sem caixa suficiente. Por isso, planejamento contábil e planejamento financeiro precisam caminhar juntos. Uma contabilidade estratégica não olha apenas para o registro da obrigação. Ela também ajuda o empresário a compreender como essa despesa poderá afetar o fluxo de caixa e quais decisões podem ser tomadas antecipadamente para reduzir riscos. Quanto a empresa deve separar por mês? Uma estratégia prática consiste em estimar o custo anual do 13º, incluindo os encargos aplicáveis, e distribuir essa necessidade financeira ao longo dos meses. Imagine, por exemplo, que a empresa estime um desembolso total de R$ 30 mil. Se decidir construir essa reserva durante 12 meses, uma referência inicial seria separar R$ 2.500 mensalmente. O exemplo serve apenas para mostrar a lógica do planejamento. Na prática, o valor precisa acompanhar a realidade da folha. Se houver contratações, desligamentos, reajustes ou mudanças relevantes na remuneração dos colaboradores, a projeção deverá ser atualizada. Quanto mais cedo a empresa identifica uma diferença entre o valor reservado e a necessidade estimada, maior tende a ser sua capacidade de ajustar o caixa sem medidas emergenciais. Como evitar que a reserva do 13º seja usada para outras despesas? Um dos principais riscos ocorre quando a empresa até separa recursos, mas utiliza esse dinheiro durante o ano para cobrir outras necessidades. Nesse caso, o problema apenas é adiado. Uma alternativa de gestão é manter os recursos destinados ao 13º separados do caixa utilizado na rotina operacional. Isso ajuda o empresário a visualizar aquele valor como comprometido com uma obrigação futura. Além disso, a empresa deve acompanhar seu fluxo de caixa regularmente. Se o negócio precisa recorrer repetidamente à reserva destinada a obrigações trabalhistas para pagar despesas do dia a dia, pode existir um problema mais amplo de capital de giro, margem, estrutura de custos ou organização financeira. Esse sinal merece atenção. Por que setembro é um bom momento para revisar o planejamento? Mesmo empresas que não começaram a formar a reserva no início do ano ainda podem melhorar sua preparação. A partir de setembro, a proximidade dos pagamentos torna a revisão do fluxo de caixa ainda mais importante. Nesse momento, a empresa pode atualizar a estimativa do 13º, verificar quanto já possui reservado e calcular o valor que ainda precisará acumular até os pagamentos. Também é importante projetar outras despesas previstas para o período. Entre elas podem estar: Ao analisar todos esses compromissos em conjunto, o empresário obtém uma visão mais realista da necessidade de caixa. O que fazer quando a empresa percebe que a

Leia mais »
Nota fiscal rejeitada? Entenda as principais causas, saiba como corrigir a NF-e e veja como evitar novos erros no faturamento.

Nota fiscal rejeitada: entenda as causas, como corrigir e evitar novos erros

Uma venda foi concluída, o pedido está pronto para sair, mas a nota fiscal foi rejeitada pela SEFAZ. Além de atrasar o faturamento, esse tipo de situação pode afetar a expedição, a entrega ao cliente e até outros processos integrados da empresa. Quando a NF-e é rejeitada, o documento não foi autorizado. Por isso, o primeiro passo é identificar o código e a mensagem apresentados pelo sistema, entender qual informação provocou a rejeição e corrigir o problema antes de transmitir a nota novamente. Dados cadastrais incorretos, NCM ou CFOP incompatíveis, divergências de valores, campos obrigatórios ausentes e falhas no sistema estão entre as possíveis causas. Mais do que corrigir uma nota isoladamente, porém, o empresário precisa avaliar se o erro está na origem do processo. Um cadastro inadequado ou uma configuração tributária incorreta pode afetar diversas operações e gerar rejeições recorrentes. Neste artigo, você vai entender como agir diante de uma nota fiscal rejeitada e como uma gestão fiscal organizada pode reduzir riscos e tornar o faturamento mais seguro. O que acontece quando uma nota fiscal é rejeitada? A rejeição ocorre quando a SEFAZ identifica alguma inconsistência no XML antes de autorizar a NF-e. Enquanto o problema não for corrigido, a nota não possui autorização fiscal. Isso significa que a empresa não deve tratar aquele documento como uma NF-e válida para a operação. Por essa razão, entender o retorno do sistema é essencial antes de realizar qualquer alteração. Rejeição, denegação e autorização: qual é a diferença? Embora os termos possam parecer semelhantes, eles representam situações diferentes. NF-e rejeitada: a SEFAZ identifica alguma inconsistência nas informações enviadas e não autoriza o documento. Nesse cenário, a empresa deve localizar o problema, corrigir os dados e retransmitir a nota conforme o procedimento aplicável. NF-e denegada: o documento é impedido de ser autorizado por uma irregularidade fiscal relacionada ao emitente ou ao destinatário. Nesse caso, a mesma NF-e não deve simplesmente ser corrigida e reutilizada. A situação precisa ser analisada com cuidado e, quando necessário, com orientação contábil. NF-e autorizada: significa que a SEFAZ validou o XML e registrou a autorização. A empresa também deve verificar se o protocolo de autorização está corretamente vinculado ao documento. Conhecer essas diferenças evita decisões equivocadas e reduz o risco de tentar corrigir uma situação que exige outro procedimento. Como a rejeição pode afetar o faturamento da empresa? Uma nota rejeitada pode interromper várias etapas da operação. Dependendo de como o ERP e os demais sistemas estão configurados, a falta de autorização pode impedir a expedição, a geração adequada do DANFE, a atualização do estoque e a integração com contas a receber e logística. Além disso, transportar uma mercadoria com um documento sem autorização pode gerar problemas em uma eventual fiscalização. Também não adianta simplesmente alterar o DANFE. O DANFE representa as informações da NF-e e deve estar relacionado ao XML autorizado. Portanto, a correção precisa ocorrer no sistema emissor e ser novamente submetida à autorização. Quanto mais rapidamente a empresa identifica a origem da rejeição, menor tende a ser o impacto sobre o atendimento ao cliente e a rotina financeira. Quais são as principais causas de uma nota fiscal rejeitada? Cada código de rejeição indica uma inconsistência específica. Por isso, corrigir campos aleatoriamente pode aumentar o problema em vez de resolvê-lo. O ideal é analisar a mensagem de retorno e descobrir se a falha está no cadastro, na tributação, nos valores ou na comunicação do sistema. Dados incorretos do emitente ou destinatário Informações cadastrais incorretas estão entre os pontos que merecem atenção. CNPJ, CPF, razão social, endereço, município, UF e inscrição estadual precisam estar coerentes com a operação realizada e com os registros utilizados para emissão. Uma inscrição estadual incorreta ou uma classificação equivocada do destinatário como contribuinte do ICMS, por exemplo, pode comprometer a emissão. Antes de retransmitir, vale revisar: Se o erro estiver no cadastro do cliente, corrija a informação na origem. Dessa forma, você evita que o mesmo problema apareça nas próximas vendas. NCM, CFOP e tributação também exigem atenção O NCM identifica a mercadoria, enquanto o CFOP representa a natureza da operação realizada. Essas informações influenciam diretamente o preenchimento fiscal da NF-e. A empresa também precisa verificar a origem da mercadoria e os campos tributários relacionados à operação, incluindo CST ou CSOSN e os tributos aplicáveis. O regime tributário da empresa também interfere na forma de configuração do documento. Por isso, copiar parâmetros fiscais utilizados por outra empresa ou escolher um código apenas para eliminar uma rejeição pode criar inconsistências maiores. A análise deve considerar o produto, o tipo de operação, o estado de origem e destino e o perfil do destinatário. Quando houver dúvida, a orientação da contabilidade ajuda a reduzir riscos e evita alterações baseadas apenas em tentativa e erro. Divergências de valores e campos obrigatórios A SEFAZ também realiza validações sobre os valores informados na NF-e. Quantidade, preço unitário, descontos, frete, seguro, outras despesas, bases de cálculo, impostos e valor total precisam estar corretamente relacionados. Um desconto aplicado ao item e não refletido no total, por exemplo, pode gerar inconsistência. O mesmo pode ocorrer quando o frete ou outros valores não seguem a configuração esperada pelo sistema. Também é importante conferir numeração, série, modelo, finalidade do documento e demais campos obrigatórios da operação. Uma revisão antes do envio pode evitar retrabalho e atrasos no faturamento. E quando o problema está no sistema? Nem toda rejeição nasce de um erro de cadastro. O emissor pode estar utilizando configurações inadequadas, versões incompatíveis do leiaute, certificado digital inválido ou parâmetros desatualizados. Também podem ocorrer falhas de comunicação com o ambiente autorizador. Em situações desse tipo, a empresa deve consultar o status da NF-e antes de simplesmente transmiti-la outra vez. Afinal, pode acontecer de o documento ter sido processado, mas o retorno não ter chegado corretamente ao sistema. Registrar código da rejeição, horário, número da nota e demais informações do retorno facilita a investigação. Como corrigir uma nota fiscal rejeitada com mais segurança? O processo começa pela análise da mensagem apresentada pela SEFAZ.

Leia mais »
NCM e CEST no e-commerce: o erro silencioso que pode destruir sua margem e aumentar seus impostos

Cadastro incorreto no e-commerce: como proteger sua margem na Reforma Tributária

Vender mais nem sempre significa lucrar mais. No e-commerce, um cadastro incorreto pode fazer a empresa aumentar o faturamento enquanto perde margem silenciosamente em cada pedido. Com a Reforma Tributária, esse cuidado ganha ainda mais importância. A Lei Complementar nº 214/2025 instituiu o IBS e a CBS e trouxe mudanças que exigem adaptações fiscais, tecnológicas e operacionais das empresas. Por isso, não basta acompanhar alíquotas. O empresário precisa revisar a classificação dos produtos, verificar o NCM, atualizar custos, preparar o ERP e avaliar como tributos, créditos, fretes, comissões, meios de pagamento e devoluções afetam o preço final. O objetivo não deve ser apenas emitir notas corretamente. Um cadastro fiscal organizado também ajuda a proteger a rentabilidade, reduzir riscos e melhorar a tomada de decisão. Por que o cadastro de produtos pode afetar a margem do e-commerce? O cadastro do produto conecta diferentes áreas da empresa. Informações registradas no ERP podem alimentar a emissão da nota fiscal, o estoque, a apuração tributária, os relatórios gerenciais e até a formação dos preços. Quando esses dados estão incorretos ou desatualizados, o problema pode se espalhar por toda a operação. Um custo de compra antigo, por exemplo, pode fazer determinado produto parecer mais lucrativo do que realmente é. Da mesma forma, uma classificação fiscal inadequada pode gerar inconsistências tributárias e exigir correções posteriores. Por isso, revisar o cadastro não deve ser tratado apenas como uma tarefa do departamento fiscal. É também uma decisão de gestão. NCM exige atenção durante a Reforma Tributária A Nomenclatura Comum do Mercosul, conhecida como NCM, identifica e classifica mercadorias conforme suas características. A Receita Federal mantém o Sistema Classif, que reúne a tabela NCM, Notas Legais, Notas Explicativas do Sistema Harmonizado e decisões de classificação fiscal, entre outros materiais de apoio. Isso mostra por que a escolha do código não deve ocorrer apenas com base no nome comercial do produto. Características como composição, função, material, apresentação e finalidade podem influenciar a classificação. Além disso, durante a implantação do IBS e da CBS, os documentos fiscais eletrônicos passam a incorporar informações específicas relacionadas aos novos tributos. As especificações oficiais da NF-e já contemplam códigos como CST-IBS/CBS e cClassTrib para identificar o tratamento tributário aplicável às operações. Portanto, o empresário precisa olhar para o cadastro de maneira integrada: NCM, descrição, unidade de medida e demais informações fiscais precisam conversar entre si e com a parametrização do sistema. Copiar o NCM do fornecedor pode trazer riscos Um erro bastante comum no comércio eletrônico é simplesmente replicar o NCM informado pelo fornecedor. Essa informação pode servir como referência, mas não deve ser aceita automaticamente como validação da classificação da mercadoria. O fornecedor também pode ter utilizado uma classificação inadequada. Além disso, produtos semelhantes comercialmente podem apresentar características técnicas diferentes. O mesmo cuidado vale para concorrentes. Encontrar determinado NCM em outro e-commerce não significa que ele seja necessariamente correto para o produto vendido pela sua empresa. A classificação fiscal deve refletir as características reais da mercadoria, e não a intenção de conseguir uma tributação mais vantajosa. Sempre que houver dúvida relevante, o ideal é reunir fichas técnicas, descrições detalhadas e documentação disponível e realizar a análise com apoio contábil ou tributário. Esse cuidado reduz o risco de perpetuar um erro por centenas ou milhares de vendas. Como priorizar a revisão do cadastro de produtos? Empresas com poucos itens conseguem realizar uma revisão ampla com maior facilidade. Já um e-commerce com centenas ou milhares de SKUs precisa definir prioridades. Em vez de revisar o catálogo aleatoriamente, comece pelos produtos capazes de causar maior impacto financeiro. Analise principalmente: Depois, cruze essas informações com os dados fiscais. Essa análise ajuda a encontrar produtos que parecem rentáveis quando observados apenas pelo faturamento, mas deixam uma margem muito menor depois de considerar impostos, taxas e despesas operacionais. Prepare o ERP para IBS e CBS A Reforma Tributária também exige atenção à tecnologia. As especificações dos documentos fiscais eletrônicos vêm sendo adaptadas para comportar as informações do IBS e da CBS. O Portal Nacional da NF-e já disponibiliza tabelas e códigos utilizados na classificação tributária dos novos tributos. Por essa razão, não é recomendável esperar que todos os problemas apareçam na emissão das notas para começar a conversar com o fornecedor do ERP. A empresa deve verificar se o sistema está sendo atualizado, quais campos serão necessários, como ocorrerá a parametrização e de que maneira as novas informações conversarão com os demais módulos. Fiscal, contabilidade, financeiro, comercial e tecnologia precisam trabalhar de forma integrada. Uma mudança realizada apenas no módulo fiscal, sem avaliar seus reflexos na precificação ou nos relatórios de margem, pode resolver uma obrigação operacional e criar outro problema de gestão. Preço de venda precisa considerar o custo real da operação Outro ponto crítico é a precificação. Muitos e-commerces ainda definem seus preços considerando basicamente o custo da mercadoria, uma estimativa de impostos e a margem desejada. Na prática, existem outros valores que consomem a rentabilidade. O empresário precisa avaliar custo de aquisição, tributos aplicáveis, créditos quando cabíveis, frete, embalagem, comissão do marketplace, tarifas dos meios de pagamento, parcelamento, anúncios, descontos, devoluções e logística reversa. Imagine um produto com boa margem antes das taxas do marketplace. Depois de considerar comissão, frete subsidiado, custo financeiro e devoluções, a operação pode entregar um resultado muito diferente daquele apresentado inicialmente pela planilha comercial. Por isso, uma política de preços eficiente precisa partir de dados atualizados. Analise a margem por canal de venda O mesmo produto não necessariamente apresenta a mesma rentabilidade em todos os canais. Uma venda realizada no site próprio pode ter custos diferentes de uma venda em marketplace. As comissões, campanhas promocionais, fretes e condições de pagamento mudam. Portanto, acompanhar apenas a margem média da empresa pode esconder problemas. Sempre que possível, avalie a rentabilidade por produto e por canal. Essa visão permite responder perguntas importantes: quais produtos realmente sustentam o lucro? Em quais canais determinadas mercadorias deixam de ser atrativas? Quais promoções aumentam o faturamento, mas destroem margem? Com dados confiáveis, o empresário pode ajustar preço, negociação

Leia mais »

Olá! Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp