Quais são os impostos cobrados em cada regime tributário?

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Entender mais sobre impostos não é apenas uma questão de cumprir com as obrigações legais; é também uma estratégia inteligente para otimizar recursos financeiros. 

Neste artigo, vamos falar sobre os diferentes regimes tributários disponíveis no Brasil – Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real – e os impostos associados a cada um deles.

Ao final, você poderá tomar decisões mais informadas sobre a gestão fiscal do seu negócio, garantindo não apenas a conformidade com as leis, mas também a saúde financeira da sua empresa.

Visão geral dos regimes tributários no Brasil

O Simples Nacional é o primeiro regime que você precisa conhecer, pois ele representa a opção mais simplificada. Sua criação foi com o intuito de facilitar a vida das micro e pequenas empresas, permitindo que vários impostos sejam pagos através de uma única guia. 

O grande atrativo desse regime é a redução da burocracia e, em muitos casos, a diminuição da carga tributária.

Em seguida, temos o Lucro Presumido, que é uma alternativa para empresas que ultrapassam os limites do Simples Nacional ou que optam por esse regime por outras razões estratégicas. 

Nesse regime, o cálculo dos impostos se baseia em uma margem de lucro estimada pelo governo, não necessariamente o lucro real da empresa. Isso pode simplificar a contabilidade e ser vantajoso para negócios com alta lucratividade.

Por fim, o Lucro Real é o regime mais complexo, destinado principalmente a empresas de médio e grande porte. Diferente do Lucro Presumido, neste regime os impostos se calculam com base no lucro efetivo da empresa, exigindo uma contabilidade mais detalhada e precisa. 

Apesar de sua complexidade, o Lucro Real pode ser mais econômico para empresas com margens de lucro baixas ou com grandes variações de receita.

O regime unificado do Simples Nacional

Neste regime, as empresas beneficiam-se de uma alíquota única, que varia conforme a receita bruta anual. 

Essa alíquota engloba impostos federais, estaduais e municipais, eliminando a necessidade de cálculos separados para cada um deles. 

Além disso, o processo de declaração de impostos torna-se mais direto, aliviando a carga administrativa sobre os empresários.

Contudo, o acesso a este regime não é universal. Existem limites de faturamento que determinam quem pode aderir ao Simples Nacional, além de restrições quanto aos tipos de atividades empresariais permitidas. 

Essas regras garantem que o benefício se direcione às empresas que mais precisam de simplificação tributária.

Para as empresas elegíveis, o Simples Nacional pode representar uma redução significativa na carga tributária. 

Esse potencial de economia, combinado com a redução da complexidade administrativa, faz dele uma escolha atraente para muitos empresários. 

Porém, recomenda-se sempre a analisar cuidadosamente se esse regime é de fato o mais vantajoso para o negócio, considerando não apenas o impacto imediato nos impostos, mas também os objetivos e planos de expansão futura da empresa.

Simplicidade e flexibilidade do Lucro Presumido

O Lucro Presumido é uma opção tributária que se destaca por sua simplicidade e flexibilidade, atraindo um número considerável de empresas no Brasil. 

Neste regime, a base de cálculo para os impostos sobre a renda não é o lucro real da empresa, mas sim um valor estimado pelo governo. 

Isso significa que, independentemente do lucro efetivo que a empresa venha a ter, os impostos se calculam sobre uma margem de lucro presumida, que varia de acordo com o tipo de atividade empresarial.

Essa característica traz uma série de vantagens, especialmente para empresas que têm uma margem de lucro superior à presumida pelo governo. 

Ao invés de dedicar recursos significativos à manutenção de uma contabilidade complexa, necessária para o cálculo do Lucro Real, as empresas podem se beneficiar de um sistema mais simples, que exige menos tempo e esforço administrativo.

O Lucro Presumido também oferece uma certa previsibilidade em relação ao montante de impostos a ser pago, facilitando o planejamento financeiro da empresa. 

Isso não quer dizer que o regime seja livre de desafios. 

A escolha pelo Lucro Presumido deve ser feita com cautela, considerando a realidade financeira da empresa, pois, em alguns casos, o Lucro Real pode oferecer uma carga tributária mais baixa.

No entanto, para muitas empresas, especialmente aquelas com lucros consistentemente altos em relação ao seu faturamento, o Lucro Presumido se mostra como uma alternativa atrativa. 

Ele combina a facilidade de gestão com a possibilidade de economia fiscal, sem a necessidade de comprovação detalhada de todas as despesas e custos.

Lucro Real para empresas com grande variação de receita

O regime de Lucro Real é particularmente adequado para empresas que experimentam grandes variações em sua receita ao longo do tempo. 

Essa característica o torna uma escolha estratégica para negócios cujos lucros flutuam significativamente, seja por sazonalidade, por oscilações no mercado ou por qualquer outro motivo. 

No Lucro Real, o imposto é calculado com base no lucro líquido efetivo da empresa, ou seja, a receita menos as despesas e custos. Isso significa que, se em um determinado período a empresa tiver menos lucro ou mesmo prejuízo, o valor do imposto a pagar pode ser consideravelmente menor.

Em anos de altos lucros, a empresa paga mais impostos, mas isso é contrabalanceado por anos de baixo lucro, onde os impostos são reduzidos. 

Essa dinâmica pode ajudar a aliviar a pressão financeira em períodos menos lucrativos, fornecendo um certo alívio fiscal quando mais necessário.

O Lucro Real também permite que a empresa deduza uma gama mais ampla de despesas operacionais e custos na determinação do lucro tributável. 

Isso inclui despesas com publicidade, comissões, descontos concedidos, entre outras. 

Para empresas com altos gastos operacionais, isso pode representar uma economia significativa, tornando o regime de Lucro Real mais atraente do ponto de vista financeiro.

Entretanto, é importante destacar que o Lucro Real exige uma contabilidade mais rigorosa e detalhada. A necessidade de documentar e justificar as despesas dedutíveis significa que as empresas devem manter um controle financeiro e contábil muito preciso. 

Apesar dessa exigência representar um desafio adicional, para muitas empresas, os benefícios fiscais e a flexibilidade proporcionada pelo Lucro Real valem o esforço adicional.

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Se o 13º salário vira uma surpresa para o caixa da sua empresa todo mês de novembro, o problema pode estar no planejamento.

Planejamento do 13º salário: como proteger o caixa da empresa no fim do ano

Se o pagamento do 13º salário aperta o caixa da sua empresa todos os anos, o problema pode não estar na despesa em si, mas na falta de planejamento financeiro. O 13º salário é uma obrigação previsível. A empresa conhece os períodos de pagamento e consegue estimar antecipadamente quanto precisará desembolsar. Ainda assim, muitos negócios chegam aos últimos meses do ano sem recursos suficientes para cumprir essa obrigação com tranquilidade. Quando isso acontece, o empresário pode precisar utilizar capital de giro, adiar pagamentos, renegociar compromissos ou até buscar crédito de emergência. Além de aumentar a pressão financeira, esse cenário reduz a margem para decisões estratégicas justamente em um período que pode concentrar outras despesas importantes. A melhor forma de evitar esse problema é transformar o 13º salário em uma despesa planejada ao longo do ano, e não em uma preocupação concentrada em novembro e dezembro. Como o 13º salário afeta o fluxo de caixa da empresa? O impacto acontece porque uma parcela importante da folha de pagamento fica concentrada no final do ano. Para uma empresa que não reservou recursos antecipadamente, esse desembolso pode representar uma saída relevante em um intervalo curto de tempo. Ao mesmo tempo, fornecedores, impostos, comissões, bonificações e outras despesas sazonais também podem pressionar o caixa. Por isso, olhar apenas para o saldo bancário disponível no momento não é suficiente. O empresário precisa trabalhar com uma projeção de fluxo de caixa que considere as obrigações futuras. Dessa forma, consegue identificar antecipadamente se haverá recursos suficientes para pagar funcionários e demais compromissos sem comprometer a operação. Como funciona o cálculo do 13º salário? Os empregados contratados pelo regime da CLT têm direito ao 13º salário, calculado proporcionalmente aos meses trabalhados durante o ano. De forma geral, quem trabalhou durante todo o período recebe o equivalente a uma remuneração mensal. Já o colaborador admitido ao longo do ano recebe o valor proporcional ao tempo trabalhado, observadas as regras aplicáveis ao cálculo. Entretanto, a estimativa da empresa não deve permanecer estática durante todo o ano. Admissões, desligamentos, alterações salariais e componentes variáveis da remuneração podem modificar o valor esperado. Comissões, horas extras habituais e determinados adicionais, por exemplo, podem influenciar a base utilizada para o cálculo. Por essa razão, o planejamento precisa acompanhar a movimentação da folha. Uma estimativa feita no início do ano pode deixar de representar a realidade alguns meses depois. Quais são os períodos de pagamento do 13º? Pela regra geral, a primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. A primeira parcela também pode ser antecipada nas situações previstas pelas regras trabalhistas. Para o planejamento financeiro, mais importante do que apenas conhecer as datas é incluir esses desembolsos no fluxo de caixa com antecedência. Além do valor pago aos colaboradores, a empresa deve considerar os encargos relacionados ao 13º. Ignorar esses valores pode fazer com que a reserva financeira fique abaixo da necessidade real. Assim, a projeção precisa considerar o custo total estimado da obrigação, e não somente o valor que chegará ao funcionário. Provisão contábil e reserva financeira não são a mesma coisa Esse é um ponto essencial para o empresário. A provisão contábil registra, ao longo dos meses, a formação de uma obrigação futura. Ela contribui para que a contabilidade represente adequadamente as despesas do negócio. A reserva financeira tem outra função: garantir que exista dinheiro disponível no momento do pagamento. Em outras palavras, uma empresa pode ter realizado corretamente a provisão contábil e, mesmo assim, chegar a novembro sem caixa suficiente. Por isso, planejamento contábil e planejamento financeiro precisam caminhar juntos. Uma contabilidade estratégica não olha apenas para o registro da obrigação. Ela também ajuda o empresário a compreender como essa despesa poderá afetar o fluxo de caixa e quais decisões podem ser tomadas antecipadamente para reduzir riscos. Quanto a empresa deve separar por mês? Uma estratégia prática consiste em estimar o custo anual do 13º, incluindo os encargos aplicáveis, e distribuir essa necessidade financeira ao longo dos meses. Imagine, por exemplo, que a empresa estime um desembolso total de R$ 30 mil. Se decidir construir essa reserva durante 12 meses, uma referência inicial seria separar R$ 2.500 mensalmente. O exemplo serve apenas para mostrar a lógica do planejamento. Na prática, o valor precisa acompanhar a realidade da folha. Se houver contratações, desligamentos, reajustes ou mudanças relevantes na remuneração dos colaboradores, a projeção deverá ser atualizada. Quanto mais cedo a empresa identifica uma diferença entre o valor reservado e a necessidade estimada, maior tende a ser sua capacidade de ajustar o caixa sem medidas emergenciais. Como evitar que a reserva do 13º seja usada para outras despesas? Um dos principais riscos ocorre quando a empresa até separa recursos, mas utiliza esse dinheiro durante o ano para cobrir outras necessidades. Nesse caso, o problema apenas é adiado. Uma alternativa de gestão é manter os recursos destinados ao 13º separados do caixa utilizado na rotina operacional. Isso ajuda o empresário a visualizar aquele valor como comprometido com uma obrigação futura. Além disso, a empresa deve acompanhar seu fluxo de caixa regularmente. Se o negócio precisa recorrer repetidamente à reserva destinada a obrigações trabalhistas para pagar despesas do dia a dia, pode existir um problema mais amplo de capital de giro, margem, estrutura de custos ou organização financeira. Esse sinal merece atenção. Por que setembro é um bom momento para revisar o planejamento? Mesmo empresas que não começaram a formar a reserva no início do ano ainda podem melhorar sua preparação. A partir de setembro, a proximidade dos pagamentos torna a revisão do fluxo de caixa ainda mais importante. Nesse momento, a empresa pode atualizar a estimativa do 13º, verificar quanto já possui reservado e calcular o valor que ainda precisará acumular até os pagamentos. Também é importante projetar outras despesas previstas para o período. Entre elas podem estar: Ao analisar todos esses compromissos em conjunto, o empresário obtém uma visão mais realista da necessidade de caixa. O que fazer quando a empresa percebe que a

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Nota fiscal rejeitada? Entenda as principais causas, saiba como corrigir a NF-e e veja como evitar novos erros no faturamento.

Nota fiscal rejeitada: entenda as causas, como corrigir e evitar novos erros

Uma venda foi concluída, o pedido está pronto para sair, mas a nota fiscal foi rejeitada pela SEFAZ. Além de atrasar o faturamento, esse tipo de situação pode afetar a expedição, a entrega ao cliente e até outros processos integrados da empresa. Quando a NF-e é rejeitada, o documento não foi autorizado. Por isso, o primeiro passo é identificar o código e a mensagem apresentados pelo sistema, entender qual informação provocou a rejeição e corrigir o problema antes de transmitir a nota novamente. Dados cadastrais incorretos, NCM ou CFOP incompatíveis, divergências de valores, campos obrigatórios ausentes e falhas no sistema estão entre as possíveis causas. Mais do que corrigir uma nota isoladamente, porém, o empresário precisa avaliar se o erro está na origem do processo. Um cadastro inadequado ou uma configuração tributária incorreta pode afetar diversas operações e gerar rejeições recorrentes. Neste artigo, você vai entender como agir diante de uma nota fiscal rejeitada e como uma gestão fiscal organizada pode reduzir riscos e tornar o faturamento mais seguro. O que acontece quando uma nota fiscal é rejeitada? A rejeição ocorre quando a SEFAZ identifica alguma inconsistência no XML antes de autorizar a NF-e. Enquanto o problema não for corrigido, a nota não possui autorização fiscal. Isso significa que a empresa não deve tratar aquele documento como uma NF-e válida para a operação. Por essa razão, entender o retorno do sistema é essencial antes de realizar qualquer alteração. Rejeição, denegação e autorização: qual é a diferença? Embora os termos possam parecer semelhantes, eles representam situações diferentes. NF-e rejeitada: a SEFAZ identifica alguma inconsistência nas informações enviadas e não autoriza o documento. Nesse cenário, a empresa deve localizar o problema, corrigir os dados e retransmitir a nota conforme o procedimento aplicável. NF-e denegada: o documento é impedido de ser autorizado por uma irregularidade fiscal relacionada ao emitente ou ao destinatário. Nesse caso, a mesma NF-e não deve simplesmente ser corrigida e reutilizada. A situação precisa ser analisada com cuidado e, quando necessário, com orientação contábil. NF-e autorizada: significa que a SEFAZ validou o XML e registrou a autorização. A empresa também deve verificar se o protocolo de autorização está corretamente vinculado ao documento. Conhecer essas diferenças evita decisões equivocadas e reduz o risco de tentar corrigir uma situação que exige outro procedimento. Como a rejeição pode afetar o faturamento da empresa? Uma nota rejeitada pode interromper várias etapas da operação. Dependendo de como o ERP e os demais sistemas estão configurados, a falta de autorização pode impedir a expedição, a geração adequada do DANFE, a atualização do estoque e a integração com contas a receber e logística. Além disso, transportar uma mercadoria com um documento sem autorização pode gerar problemas em uma eventual fiscalização. Também não adianta simplesmente alterar o DANFE. O DANFE representa as informações da NF-e e deve estar relacionado ao XML autorizado. Portanto, a correção precisa ocorrer no sistema emissor e ser novamente submetida à autorização. Quanto mais rapidamente a empresa identifica a origem da rejeição, menor tende a ser o impacto sobre o atendimento ao cliente e a rotina financeira. Quais são as principais causas de uma nota fiscal rejeitada? Cada código de rejeição indica uma inconsistência específica. Por isso, corrigir campos aleatoriamente pode aumentar o problema em vez de resolvê-lo. O ideal é analisar a mensagem de retorno e descobrir se a falha está no cadastro, na tributação, nos valores ou na comunicação do sistema. Dados incorretos do emitente ou destinatário Informações cadastrais incorretas estão entre os pontos que merecem atenção. CNPJ, CPF, razão social, endereço, município, UF e inscrição estadual precisam estar coerentes com a operação realizada e com os registros utilizados para emissão. Uma inscrição estadual incorreta ou uma classificação equivocada do destinatário como contribuinte do ICMS, por exemplo, pode comprometer a emissão. Antes de retransmitir, vale revisar: Se o erro estiver no cadastro do cliente, corrija a informação na origem. Dessa forma, você evita que o mesmo problema apareça nas próximas vendas. NCM, CFOP e tributação também exigem atenção O NCM identifica a mercadoria, enquanto o CFOP representa a natureza da operação realizada. Essas informações influenciam diretamente o preenchimento fiscal da NF-e. A empresa também precisa verificar a origem da mercadoria e os campos tributários relacionados à operação, incluindo CST ou CSOSN e os tributos aplicáveis. O regime tributário da empresa também interfere na forma de configuração do documento. Por isso, copiar parâmetros fiscais utilizados por outra empresa ou escolher um código apenas para eliminar uma rejeição pode criar inconsistências maiores. A análise deve considerar o produto, o tipo de operação, o estado de origem e destino e o perfil do destinatário. Quando houver dúvida, a orientação da contabilidade ajuda a reduzir riscos e evita alterações baseadas apenas em tentativa e erro. Divergências de valores e campos obrigatórios A SEFAZ também realiza validações sobre os valores informados na NF-e. Quantidade, preço unitário, descontos, frete, seguro, outras despesas, bases de cálculo, impostos e valor total precisam estar corretamente relacionados. Um desconto aplicado ao item e não refletido no total, por exemplo, pode gerar inconsistência. O mesmo pode ocorrer quando o frete ou outros valores não seguem a configuração esperada pelo sistema. Também é importante conferir numeração, série, modelo, finalidade do documento e demais campos obrigatórios da operação. Uma revisão antes do envio pode evitar retrabalho e atrasos no faturamento. E quando o problema está no sistema? Nem toda rejeição nasce de um erro de cadastro. O emissor pode estar utilizando configurações inadequadas, versões incompatíveis do leiaute, certificado digital inválido ou parâmetros desatualizados. Também podem ocorrer falhas de comunicação com o ambiente autorizador. Em situações desse tipo, a empresa deve consultar o status da NF-e antes de simplesmente transmiti-la outra vez. Afinal, pode acontecer de o documento ter sido processado, mas o retorno não ter chegado corretamente ao sistema. Registrar código da rejeição, horário, número da nota e demais informações do retorno facilita a investigação. Como corrigir uma nota fiscal rejeitada com mais segurança? O processo começa pela análise da mensagem apresentada pela SEFAZ.

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NCM e CEST no e-commerce: o erro silencioso que pode destruir sua margem e aumentar seus impostos

Cadastro incorreto no e-commerce: como proteger sua margem na Reforma Tributária

Vender mais nem sempre significa lucrar mais. No e-commerce, um cadastro incorreto pode fazer a empresa aumentar o faturamento enquanto perde margem silenciosamente em cada pedido. Com a Reforma Tributária, esse cuidado ganha ainda mais importância. A Lei Complementar nº 214/2025 instituiu o IBS e a CBS e trouxe mudanças que exigem adaptações fiscais, tecnológicas e operacionais das empresas. Por isso, não basta acompanhar alíquotas. O empresário precisa revisar a classificação dos produtos, verificar o NCM, atualizar custos, preparar o ERP e avaliar como tributos, créditos, fretes, comissões, meios de pagamento e devoluções afetam o preço final. O objetivo não deve ser apenas emitir notas corretamente. Um cadastro fiscal organizado também ajuda a proteger a rentabilidade, reduzir riscos e melhorar a tomada de decisão. Por que o cadastro de produtos pode afetar a margem do e-commerce? O cadastro do produto conecta diferentes áreas da empresa. Informações registradas no ERP podem alimentar a emissão da nota fiscal, o estoque, a apuração tributária, os relatórios gerenciais e até a formação dos preços. Quando esses dados estão incorretos ou desatualizados, o problema pode se espalhar por toda a operação. Um custo de compra antigo, por exemplo, pode fazer determinado produto parecer mais lucrativo do que realmente é. Da mesma forma, uma classificação fiscal inadequada pode gerar inconsistências tributárias e exigir correções posteriores. Por isso, revisar o cadastro não deve ser tratado apenas como uma tarefa do departamento fiscal. É também uma decisão de gestão. NCM exige atenção durante a Reforma Tributária A Nomenclatura Comum do Mercosul, conhecida como NCM, identifica e classifica mercadorias conforme suas características. A Receita Federal mantém o Sistema Classif, que reúne a tabela NCM, Notas Legais, Notas Explicativas do Sistema Harmonizado e decisões de classificação fiscal, entre outros materiais de apoio. Isso mostra por que a escolha do código não deve ocorrer apenas com base no nome comercial do produto. Características como composição, função, material, apresentação e finalidade podem influenciar a classificação. Além disso, durante a implantação do IBS e da CBS, os documentos fiscais eletrônicos passam a incorporar informações específicas relacionadas aos novos tributos. As especificações oficiais da NF-e já contemplam códigos como CST-IBS/CBS e cClassTrib para identificar o tratamento tributário aplicável às operações. Portanto, o empresário precisa olhar para o cadastro de maneira integrada: NCM, descrição, unidade de medida e demais informações fiscais precisam conversar entre si e com a parametrização do sistema. Copiar o NCM do fornecedor pode trazer riscos Um erro bastante comum no comércio eletrônico é simplesmente replicar o NCM informado pelo fornecedor. Essa informação pode servir como referência, mas não deve ser aceita automaticamente como validação da classificação da mercadoria. O fornecedor também pode ter utilizado uma classificação inadequada. Além disso, produtos semelhantes comercialmente podem apresentar características técnicas diferentes. O mesmo cuidado vale para concorrentes. Encontrar determinado NCM em outro e-commerce não significa que ele seja necessariamente correto para o produto vendido pela sua empresa. A classificação fiscal deve refletir as características reais da mercadoria, e não a intenção de conseguir uma tributação mais vantajosa. Sempre que houver dúvida relevante, o ideal é reunir fichas técnicas, descrições detalhadas e documentação disponível e realizar a análise com apoio contábil ou tributário. Esse cuidado reduz o risco de perpetuar um erro por centenas ou milhares de vendas. Como priorizar a revisão do cadastro de produtos? Empresas com poucos itens conseguem realizar uma revisão ampla com maior facilidade. Já um e-commerce com centenas ou milhares de SKUs precisa definir prioridades. Em vez de revisar o catálogo aleatoriamente, comece pelos produtos capazes de causar maior impacto financeiro. Analise principalmente: Depois, cruze essas informações com os dados fiscais. Essa análise ajuda a encontrar produtos que parecem rentáveis quando observados apenas pelo faturamento, mas deixam uma margem muito menor depois de considerar impostos, taxas e despesas operacionais. Prepare o ERP para IBS e CBS A Reforma Tributária também exige atenção à tecnologia. As especificações dos documentos fiscais eletrônicos vêm sendo adaptadas para comportar as informações do IBS e da CBS. O Portal Nacional da NF-e já disponibiliza tabelas e códigos utilizados na classificação tributária dos novos tributos. Por essa razão, não é recomendável esperar que todos os problemas apareçam na emissão das notas para começar a conversar com o fornecedor do ERP. A empresa deve verificar se o sistema está sendo atualizado, quais campos serão necessários, como ocorrerá a parametrização e de que maneira as novas informações conversarão com os demais módulos. Fiscal, contabilidade, financeiro, comercial e tecnologia precisam trabalhar de forma integrada. Uma mudança realizada apenas no módulo fiscal, sem avaliar seus reflexos na precificação ou nos relatórios de margem, pode resolver uma obrigação operacional e criar outro problema de gestão. Preço de venda precisa considerar o custo real da operação Outro ponto crítico é a precificação. Muitos e-commerces ainda definem seus preços considerando basicamente o custo da mercadoria, uma estimativa de impostos e a margem desejada. Na prática, existem outros valores que consomem a rentabilidade. O empresário precisa avaliar custo de aquisição, tributos aplicáveis, créditos quando cabíveis, frete, embalagem, comissão do marketplace, tarifas dos meios de pagamento, parcelamento, anúncios, descontos, devoluções e logística reversa. Imagine um produto com boa margem antes das taxas do marketplace. Depois de considerar comissão, frete subsidiado, custo financeiro e devoluções, a operação pode entregar um resultado muito diferente daquele apresentado inicialmente pela planilha comercial. Por isso, uma política de preços eficiente precisa partir de dados atualizados. Analise a margem por canal de venda O mesmo produto não necessariamente apresenta a mesma rentabilidade em todos os canais. Uma venda realizada no site próprio pode ter custos diferentes de uma venda em marketplace. As comissões, campanhas promocionais, fretes e condições de pagamento mudam. Portanto, acompanhar apenas a margem média da empresa pode esconder problemas. Sempre que possível, avalie a rentabilidade por produto e por canal. Essa visão permite responder perguntas importantes: quais produtos realmente sustentam o lucro? Em quais canais determinadas mercadorias deixam de ser atrativas? Quais promoções aumentam o faturamento, mas destroem margem? Com dados confiáveis, o empresário pode ajustar preço, negociação

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