Como Trocar de Contador em 2025? Passos e Documentos Necessários para uma Transição Suave na Gestão Contábil da Sua Empresa

Se o 13º salário vira uma surpresa para o caixa da sua empresa todo mês de novembro, o problema pode estar no planejamento.

Trocar de contador é uma decisão estratégica que pode trazer inúmeros benefícios para o seu negócio. Afinal, um serviço contábil alinhado às suas necessidades oferece mais do que cumprimento de obrigações fiscais; ele pode ser uma verdadeira ferramenta de gestão. Contudo, a mudança exige atenção a cada detalhe para evitar complicações operacionais, financeiras e fiscais.

Neste guia, você verá todos os passos necessários para trocar de contador em 2025, entenderá a importância dessa decisão e descobrirá como garantir uma transição eficiente e segura.

Por Que Trocar de Contador?

Primeiramente, avalie o que motiva essa decisão. Talvez sua empresa tenha crescido e precise de um contador mais especializado. Ou, quem sabe, a comunicação com o atual escritório de contabilidade não está fluindo como deveria? Analogamente, o mercado pode ter se tornado mais exigente, e é crucial contar com um parceiro que ajude a enfrentar os desafios.

Ademais, serviços contábeis ineficientes podem gerar problemas sérios, como multas e atrasos na entrega de obrigações fiscais. A busca por um contador que compreenda suas dores e ofereça soluções personalizadas é mais do que um desejo – é uma necessidade.

Passos Essenciais para Trocar de Contador

Trocar de contador pode parecer complexo, mas com organização, o processo se torna simples. Veja o que fazer:

1. Formalize a Rescisão com o Contador Atual

Para iniciar o processo, comunique formalmente sua decisão ao contador atual. Faça isso por escrito, por meio de uma carta ou e-mail, respeitando o prazo de aviso prévio previsto no contrato. Dessa forma, você preserva a relação profissional e garante que todos os trâmites sejam realizados sem contratempos.

Inclua na comunicação:

  • Data efetiva da troca.
  • Solicitação dos documentos necessários.
  • Motivos da rescisão, se considerar oportuno.

Além disso, solicite os relatórios pendentes e os livros contábeis atualizados, como balancetes e declarações fiscais. Essas informações serão indispensáveis para o próximo passo.

2. Escolha o Novo Contador

Antes de tudo, avalie suas necessidades empresariais. Precisa de consultoria tributária avançada? Gestão de folha de pagamento? Planejamento financeiro? Definir esses pontos ajudará a encontrar o profissional ideal.

Como pesquisar?

  • Solicite recomendações de empresários que confie.
  • Pesquise a reputação do escritório ou contador no mercado.
  • Analise a experiência do profissional no seu setor de atuação.

Depois de filtrar os candidatos, agende entrevistas. Faça perguntas sobre sistemas usados, política de comunicação e abordagem estratégica. Assim, você escolhe um contador que não apenas atenda às suas expectativas, mas também ofereça insights valiosos para o crescimento da empresa.

3. Assine o Novo Contrato

Depois de selecionar o contador ideal, firme o contrato. Certifique-se de que todas as obrigações e serviços estejam claramente descritos, bem como prazos e honorários. Um contrato bem redigido evita problemas futuros e oferece segurança para ambas as partes.

Documentos Necessários para a Troca de Contabilidade

Para garantir que o novo contador assuma suas operações sem interrupções, providencie os seguintes documentos:

  • Ficha cadastral da empresa.
  • Procuração contábil atualizada, permitindo que o novo contador represente sua empresa junto aos órgãos competentes.
  • Balancetes e declarações fiscais.
  • Livros contábeis e razão contábil.
  • Outros documentos específicos solicitados pelo novo profissional.

Esses itens formam a base da sua contabilidade e, portanto, a transferência deve ser feita de maneira organizada e sem lacunas

Como Notificar Órgãos Oficiais e Realizar a Transferência?

A mudança de contador também precisa ser oficializada junto aos órgãos competentes, como a Receita Federal e a Junta Comercial. Ademais, alguns procedimentos legais garantem que tudo fique em conformidade. Confira os passos:

  1. Notifique a Receita Federal e o Conselho Regional de Contabilidade (CRC).
    • Envie um ofício formal, incluindo cópias de documentos como o contrato social e a procuração do novo contador.
  2. Atualize o Cadastro na Junta Comercial.
    • Preencha o formulário de alteração cadastral e protocole os documentos necessários.

Dessa forma, sua empresa estará legalmente respaldada, e o novo contador poderá acessar os sistemas e informações fiscais sem restrições.

Adapte-se aos Novos Procedimentos Contábeis

Após finalizar a troca, ajuste os processos internos para garantir que a relação com o novo contador seja fluida. Reúna-se com ele para discutir práticas específicas e alinhar expectativas.

Dicas práticas:

  • Revise os fluxos de documentos financeiros.
  • Estabeleça um cronograma de reuniões regulares para acompanhar relatórios e estratégias.
  • Se necessário, promova treinamentos internos para sua equipe entender os novos processos.

Esse alinhamento é primordial para que a transição resulte em benefícios concretos para o seu negócio.

Por Que Monitorar a Performance do Novo Contador?

Escolher um novo contador é apenas o começo. Acompanhar o desempenho dele é fundamental para garantir que os resultados sejam entregues conforme o esperado.

Estabeleça métricas de desempenho, como:

  • Pontualidade na entrega de relatórios.
  • Eficiência na resolução de questões fiscais.
  • Transparência na comunicação e acessibilidade.

Comparar os resultados obtidos com os da gestão anterior também pode trazer insights valiosos sobre o impacto da mudança. Afinal, um contador eficiente pode não apenas evitar problemas, mas também ajudar sua empresa a economizar e crescer.

Benefícios de Trocar de Contador em 2025

Além de corrigir eventuais problemas, a troca de contador pode trazer vantagens estratégicas para sua empresa:

  • Redução de custos fiscais: Um contador atualizado identifica oportunidades para reduzir a carga tributária de forma legal.
  • Melhor controle financeiro: Com relatórios detalhados e análises personalizadas, você toma decisões mais embasadas.
  • Mais tranquilidade: Um bom contador evita atrasos e problemas com o fisco, garantindo que sua empresa permaneça em conformidade.

Em suma, a decisão de trocar de contador em 2025 pode ser o passo que faltava para impulsionar o sucesso do seu negócio.

Conclusão

Trocar de contador não é apenas uma questão técnica, mas sim estratégica. Por isso, planeje cada etapa com cuidado. Certamente, com a escolha certa, sua empresa terá mais segurança, eficiência e suporte para crescer.

Se você está em dúvida sobre como começar, conte com a Santa Contabilidade! Com anos de experiência e foco em pequenas e médias empresas, oferecemos serviços personalizados que atendem às suas necessidades. Entre em contato agora mesmo e descubra como podemos transformar sua contabilidade em uma aliada para o sucesso. 😊

Santa Contabilidade pode fazer a diferença no seu negócio!

A Santa Contabilidade acumulou uma vasta experiência através de anos de experiência na recepção de clientes que transferiram a contabilidade em diversos nichos de atuação. A equipe de especialistas altamente qualificados da empresa combina conhecimento técnico com tecnologia de ponta para fornecer aos clientes uma plataforma digital intuitiva e abrangente.Estamos empenhados em garantir que você esteja completamente satisfeito com nossos serviços e produtos. Nossa equipe trabalha arduamente para trazer a você as melhores soluções e ferramentas de ponta atualmente no mercado.

Achou o conteúdo interessante? Compartilhe!

Nós estamos prontos para atender a sua necessidade.
Abertura de Empresa, Troca de Contador, Certificado Digital?
Temos o plano ideal para sua empresa! Converse com um especialista Santa!
Nós estamos prontos para atender a sua necessidade. Abertura de Empresa, Troca de Contador, Certificado Digital?
Temos o plano ideal para sua empresa! Converse com um especialista Santa!

Post relacionados!

Simples híbrido em 2027: entenda IBS, CBS e como escolher o regime

Reforma tributária: como o Simples híbrido pode mudar a tributação das empresas em 2027

A reforma tributária vai trazer uma decisão importante para empresas optantes pelo Simples Nacional a partir de 2027: manter IBS e CBS dentro do regime simplificado ou recolher esses dois tributos pelo regime regular. Essa segunda alternativa ficou conhecida informalmente como Simples híbrido. Apesar do nome, a empresa não deixa o Simples Nacional. Ela continua enquadrada no regime, mas passa a tratar IBS e CBS de forma separada. Na prática, essa escolha pode afetar a carga tributária, o aproveitamento de créditos e até a competitividade comercial da empresa, principalmente para negócios que vendem para outras pessoas jurídicas. Por isso, escolher apenas comparando alíquotas pode ser um erro. O empresário precisa analisar clientes, fornecedores, compras, margens e créditos antes de decidir. O que é o Simples híbrido? O Simples híbrido ocorre quando uma empresa optante pelo Simples Nacional escolhe apurar e recolher IBS e CBS pelo regime regular. A possibilidade está prevista na legislação da reforma tributária. A Lei Complementar nº 214/2025 permite que empresas do Simples permaneçam nesse regime e, ao mesmo tempo, recolham IBS e CBS pelas regras gerais desses tributos. Portanto, optar pelo modelo híbrido não significa sair completamente do Simples Nacional. A principal mudança está justamente na forma de tratar IBS e CBS. No modelo tradicional, esses tributos permanecem dentro da sistemática do Simples. No híbrido, saem dessa lógica simplificada e passam a seguir as regras do regime regular. Isso também aumenta a importância do planejamento contábil, porque a empresa passa a conviver com uma apuração tributária mais complexa. Simples tradicional ou híbrido: qual é a diferença? A principal diferença está na forma como IBS e CBS são recolhidos e na possibilidade de aproveitamento de créditos. No Simples Nacional tradicional, a empresa continua recolhendo IBS e CBS dentro da sistemática simplificada do regime. A legislação também estabelece regras específicas para os créditos que seus clientes poderão aproveitar. Já no Simples híbrido, IBS e CBS são apurados conforme o regime regular. Nesse caso, a empresa passa a seguir as regras gerais de débito e crédito aplicáveis aos dois tributos. A Receita Federal confirma que essa alternativa permite que a empresa continue no Simples Nacional enquanto recolhe IBS e CBS separadamente. Não se trata, portanto, apenas de escolher uma guia diferente. A mudança pode alterar toda a lógica tributária das compras e vendas da empresa. Os créditos de IBS e CBS podem afetar a competitividade Um dos pontos mais importantes da reforma tributária é a lógica de não cumulatividade. Empresas enquadradas no regime regular poderão, observadas as regras legais, aproveitar créditos relacionados ao IBS e à CBS pagos em suas aquisições. Quando uma empresa do Simples permanece recolhendo IBS e CBS dentro do próprio regime, ela não pode apropriar créditos desses tributos em suas compras. Por outro lado, seu cliente sujeito ao regime regular pode aproveitar crédito correspondente ao IBS e à CBS efetivamente devidos pelo fornecedor por meio do Simples. Ao escolher o regime regular para IBS e CBS, a dinâmica muda. A empresa passa a poder aproveitar créditos nas próprias aquisições, desde que atendidas as condições previstas na legislação. Por essa razão, o impacto deve ser analisado olhando os dois lados da operação: quanto crédito a empresa recebe nas compras e quanto crédito entrega aos clientes nas vendas. Por que empresas B2B precisam prestar ainda mais atenção? Esse ponto tende a ser especialmente relevante para empresas que vendem para outras empresas. Imagine um negócio cujo principal cliente também esteja sujeito ao regime regular de IBS e CBS. Ao avaliar fornecedores, esse cliente poderá considerar não apenas o preço da mercadoria ou do serviço, mas também o crédito tributário que poderá aproveitar naquela operação. A própria Receita Federal destaca que o regime regular pode ser especialmente relevante para empresas que realizam operações com outras pessoas jurídicas e desejam proporcionar aos clientes um aproveitamento mais amplo de créditos. Isso transforma a tributação em uma variável comercial. Uma empresa pode ter um preço aparentemente competitivo e, ainda assim, perder atratividade se a estrutura tributária da operação gerar menos crédito para determinados clientes. Já em negócios predominantemente voltados ao consumidor final, a análise tende a ser diferente, porque o consumidor não utiliza o crédito da mesma forma que uma empresa no regime regular. Por isso, antes de optar pelo Simples híbrido, é fundamental entender quem compra da empresa. As compras da empresa também entram na conta Não basta analisar as vendas. No Simples híbrido, a empresa também precisa estudar o volume e a natureza das próprias compras. Ao entrar no regime regular de IBS e CBS, o contribuinte poderá aproveitar créditos desses tributos conforme as regras gerais aplicáveis. Isso significa que uma empresa com grande volume de insumos, mercadorias ou serviços que gerem créditos pode ter uma realidade diferente de uma empresa com poucas compras creditáveis. É justamente nesse ponto que duas empresas com faturamento semelhante podem chegar a conclusões completamente diferentes. A decisão precisa considerar a operação real, e não apenas uma tabela tributária. Quais números devem entrar na simulação? Antes de escolher o modelo de recolhimento, o empresário deve trabalhar com cenários. Entre os principais pontos que merecem análise estão: Uma boa simulação também deve observar diferentes cenários de vendas e compras. Afinal, um modelo vantajoso em determinado volume de operações pode apresentar resultado diferente quando a carteira de clientes ou a estrutura de custos muda. É por isso que a contabilidade estratégica se torna ainda mais importante: a decisão tributária passa a conversar diretamente com precificação, margem e estratégia comercial. Qual é o prazo para escolher o Simples híbrido para 2027? Esse é um ponto que exige atenção porque as regras foram atualizadas recentemente. Segundo comunicado da Receita Federal publicado em 29 de setembro de 2026, as empresas do Simples Nacional interessadas em recolher IBS e CBS pelo regime regular têm até 30 de outubro de 2026 para realizar a opção referente ao primeiro período de 2027. A escolha realizada nessa janela produzirá efeitos de janeiro a junho de 2027. Além disso, a regulamentação prevê uma nova

Leia mais »
Se o 13º salário vira uma surpresa para o caixa da sua empresa todo mês de novembro, o problema pode estar no planejamento.

Planejamento do 13º salário: como proteger o caixa da empresa no fim do ano

Se o pagamento do 13º salário aperta o caixa da sua empresa todos os anos, o problema pode não estar na despesa em si, mas na falta de planejamento financeiro. O 13º salário é uma obrigação previsível. A empresa conhece os períodos de pagamento e consegue estimar antecipadamente quanto precisará desembolsar. Ainda assim, muitos negócios chegam aos últimos meses do ano sem recursos suficientes para cumprir essa obrigação com tranquilidade. Quando isso acontece, o empresário pode precisar utilizar capital de giro, adiar pagamentos, renegociar compromissos ou até buscar crédito de emergência. Além de aumentar a pressão financeira, esse cenário reduz a margem para decisões estratégicas justamente em um período que pode concentrar outras despesas importantes. A melhor forma de evitar esse problema é transformar o 13º salário em uma despesa planejada ao longo do ano, e não em uma preocupação concentrada em novembro e dezembro. Como o 13º salário afeta o fluxo de caixa da empresa? O impacto acontece porque uma parcela importante da folha de pagamento fica concentrada no final do ano. Para uma empresa que não reservou recursos antecipadamente, esse desembolso pode representar uma saída relevante em um intervalo curto de tempo. Ao mesmo tempo, fornecedores, impostos, comissões, bonificações e outras despesas sazonais também podem pressionar o caixa. Por isso, olhar apenas para o saldo bancário disponível no momento não é suficiente. O empresário precisa trabalhar com uma projeção de fluxo de caixa que considere as obrigações futuras. Dessa forma, consegue identificar antecipadamente se haverá recursos suficientes para pagar funcionários e demais compromissos sem comprometer a operação. Como funciona o cálculo do 13º salário? Os empregados contratados pelo regime da CLT têm direito ao 13º salário, calculado proporcionalmente aos meses trabalhados durante o ano. De forma geral, quem trabalhou durante todo o período recebe o equivalente a uma remuneração mensal. Já o colaborador admitido ao longo do ano recebe o valor proporcional ao tempo trabalhado, observadas as regras aplicáveis ao cálculo. Entretanto, a estimativa da empresa não deve permanecer estática durante todo o ano. Admissões, desligamentos, alterações salariais e componentes variáveis da remuneração podem modificar o valor esperado. Comissões, horas extras habituais e determinados adicionais, por exemplo, podem influenciar a base utilizada para o cálculo. Por essa razão, o planejamento precisa acompanhar a movimentação da folha. Uma estimativa feita no início do ano pode deixar de representar a realidade alguns meses depois. Quais são os períodos de pagamento do 13º? Pela regra geral, a primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. A primeira parcela também pode ser antecipada nas situações previstas pelas regras trabalhistas. Para o planejamento financeiro, mais importante do que apenas conhecer as datas é incluir esses desembolsos no fluxo de caixa com antecedência. Além do valor pago aos colaboradores, a empresa deve considerar os encargos relacionados ao 13º. Ignorar esses valores pode fazer com que a reserva financeira fique abaixo da necessidade real. Assim, a projeção precisa considerar o custo total estimado da obrigação, e não somente o valor que chegará ao funcionário. Provisão contábil e reserva financeira não são a mesma coisa Esse é um ponto essencial para o empresário. A provisão contábil registra, ao longo dos meses, a formação de uma obrigação futura. Ela contribui para que a contabilidade represente adequadamente as despesas do negócio. A reserva financeira tem outra função: garantir que exista dinheiro disponível no momento do pagamento. Em outras palavras, uma empresa pode ter realizado corretamente a provisão contábil e, mesmo assim, chegar a novembro sem caixa suficiente. Por isso, planejamento contábil e planejamento financeiro precisam caminhar juntos. Uma contabilidade estratégica não olha apenas para o registro da obrigação. Ela também ajuda o empresário a compreender como essa despesa poderá afetar o fluxo de caixa e quais decisões podem ser tomadas antecipadamente para reduzir riscos. Quanto a empresa deve separar por mês? Uma estratégia prática consiste em estimar o custo anual do 13º, incluindo os encargos aplicáveis, e distribuir essa necessidade financeira ao longo dos meses. Imagine, por exemplo, que a empresa estime um desembolso total de R$ 30 mil. Se decidir construir essa reserva durante 12 meses, uma referência inicial seria separar R$ 2.500 mensalmente. O exemplo serve apenas para mostrar a lógica do planejamento. Na prática, o valor precisa acompanhar a realidade da folha. Se houver contratações, desligamentos, reajustes ou mudanças relevantes na remuneração dos colaboradores, a projeção deverá ser atualizada. Quanto mais cedo a empresa identifica uma diferença entre o valor reservado e a necessidade estimada, maior tende a ser sua capacidade de ajustar o caixa sem medidas emergenciais. Como evitar que a reserva do 13º seja usada para outras despesas? Um dos principais riscos ocorre quando a empresa até separa recursos, mas utiliza esse dinheiro durante o ano para cobrir outras necessidades. Nesse caso, o problema apenas é adiado. Uma alternativa de gestão é manter os recursos destinados ao 13º separados do caixa utilizado na rotina operacional. Isso ajuda o empresário a visualizar aquele valor como comprometido com uma obrigação futura. Além disso, a empresa deve acompanhar seu fluxo de caixa regularmente. Se o negócio precisa recorrer repetidamente à reserva destinada a obrigações trabalhistas para pagar despesas do dia a dia, pode existir um problema mais amplo de capital de giro, margem, estrutura de custos ou organização financeira. Esse sinal merece atenção. Por que setembro é um bom momento para revisar o planejamento? Mesmo empresas que não começaram a formar a reserva no início do ano ainda podem melhorar sua preparação. A partir de setembro, a proximidade dos pagamentos torna a revisão do fluxo de caixa ainda mais importante. Nesse momento, a empresa pode atualizar a estimativa do 13º, verificar quanto já possui reservado e calcular o valor que ainda precisará acumular até os pagamentos. Também é importante projetar outras despesas previstas para o período. Entre elas podem estar: Ao analisar todos esses compromissos em conjunto, o empresário obtém uma visão mais realista da necessidade de caixa. O que fazer quando a empresa percebe que a

Leia mais »
distribuição de lucros em 2026

Distribuição de lucros em 2026: como retirar dinheiro da empresa com segurança

Transferir dinheiro da conta da empresa para a conta pessoal não transforma automaticamente esse valor em lucro. Para tratar a retirada corretamente, a empresa precisa identificar a origem do recurso, apurar seus resultados e registrar a operação de acordo com a realidade contábil. Quando o empresário retira valores sem esse cuidado, pode comprometer o caixa, dificultar a prestação de contas e aumentar o risco de questionamentos fiscais. Além disso, desde janeiro de 2026, determinadas distribuições de lucros e dividendos estão sujeitas à retenção do Imposto de Renda na fonte. Por isso, compreender a diferença entre faturamento, saldo bancário e lucro tornou-se ainda mais importante. Uma contabilidade atualizada ajuda a empresa a distribuir resultados com segurança, preservar sua organização financeira e evitar decisões baseadas apenas no dinheiro disponível na conta. Faturamento, caixa e lucro não são a mesma coisa Um dos erros mais comuns na gestão empresarial é considerar todo valor disponível no banco como lucro. Embora esses conceitos estejam relacionados, cada um apresenta uma informação diferente sobre a situação da empresa. O faturamento representa o total das vendas ou dos serviços prestados em determinado período. Esse valor ainda não considera custos, despesas, impostos, devoluções e outras obrigações. O caixa, por sua vez, mostra os recursos financeiros disponíveis naquele momento. Entretanto, o saldo pode incluir empréstimos, antecipações de clientes, capital investido pelos sócios ou valores que serão utilizados para pagar fornecedores e tributos. Já o lucro corresponde ao resultado apurado depois que a empresa reconhece suas receitas, custos, despesas e obrigações. Portanto, uma empresa pode apresentar faturamento elevado e saldo positivo no banco, mas ainda assim não ter lucro suficiente para distribuir. Por que o saldo bancário não deve definir a retirada dos sócios? Imagine que uma empresa recebeu antecipadamente por um serviço que será executado nos próximos meses. O dinheiro já entrou na conta, mas parte dele será necessária para pagar funcionários, fornecedores, impostos e outras despesas relacionadas ao contrato. Caso o sócio transfira esse valor para sua conta pessoal, a empresa poderá enfrentar dificuldades para cumprir suas obrigações. Além do risco fiscal, essa decisão prejudica o capital de giro e reduz a previsibilidade financeira. A retirada segura depende da conciliação entre a movimentação bancária e a contabilidade. A empresa precisa verificar se o resultado foi efetivamente apurado, se existem tributos a pagar e se a distribuição não comprometerá suas operações. Em outras palavras, ter dinheiro no banco não significa que todo o valor está disponível para os sócios. Como a contabilidade comprova o lucro da empresa? A contabilidade organiza as movimentações da empresa e transforma dados financeiros em informações úteis para a gestão. Entre os principais demonstrativos estão a Demonstração do Resultado do Exercício, conhecida como DRE, e o balanço patrimonial. A DRE apresenta as receitas, os custos, as despesas e o resultado do período. O balanço mostra os bens, os direitos, as obrigações e o patrimônio da empresa. Esses relatórios ajudam a demonstrar se houve lucro, qual valor pode ser distribuído e quais recursos precisam permanecer no negócio. Sem essa apuração, uma transferência feita ao sócio pode não ter sustentação suficiente para ser tratada como distribuição de lucros. Para que os demonstrativos reflitam a realidade, a empresa deve enviar à contabilidade notas fiscais, extratos bancários, comprovantes de despesas, contratos e demais documentos relacionados às suas operações. Quanto mais organizada estiver a documentação, maior será a segurança para calcular o resultado e justificar as retiradas. O que mudou na distribuição de lucros em 2026? A legislação introduziu novas regras para lucros e dividendos pagos a pessoas físicas. Desde janeiro de 2026, quando uma mesma empresa paga a uma mesma pessoa física residente no Brasil mais de R$ 50 mil em lucros ou dividendos dentro do mesmo mês, deve realizar a retenção de 10% de Imposto de Renda. A retenção incide sobre o valor total distribuído no mês, e não apenas sobre a parcela que ultrapassar R$ 50 mil. Por isso, o controle mensal dos pagamentos realizados a cada sócio passou a exigir ainda mais atenção. Além disso, a legislação criou uma tributação mínima relacionada às pessoas físicas com rendimentos anuais elevados. O cálculo considera o conjunto dos rendimentos recebidos pelo contribuinte, como salários, pró-labore, aluguéis, investimentos, lucros e dividendos. Desse modo, o planejamento não deve observar apenas uma retirada isolada. É necessário analisar quanto será distribuído durante o mês e qual poderá ser o impacto sobre a renda anual do sócio. As novas regras também atingem empresas do Simples Nacional? Sim. Empresas optantes pelo Simples Nacional também precisam observar as regras de retenção quando realizarem distribuições que ultrapassem o limite mensal previsto para o mesmo beneficiário. O fato de a empresa recolher seus tributos por um regime simplificado não elimina a necessidade de controlar e comprovar seus resultados. Além disso, a escrituração contábil pode ser essencial para demonstrar lucros superiores aos limites calculados pelas regras simplificadas do regime. Sem uma contabilidade consistente, a empresa pode encontrar dificuldades para comprovar a natureza dos valores transferidos aos sócios. Por essa razão, empresas do Simples também devem acompanhar seus balanços, resultados acumulados, despesas, obrigações e pagamentos realizados. E os lucros apurados até 2025? A legislação estabeleceu uma regra específica para lucros apurados até o ano-calendário de 2025. Para utilizar o tratamento previsto na transição, a distribuição precisava ter sido aprovada pelo órgão competente da empresa até 31 de dezembro de 2025. O pagamento também deve respeitar as condições e o cronograma definidos no documento de aprovação. Portanto, empresas que formalizaram essa decisão precisam manter os documentos societários e registros contábeis correspondentes. Como o prazo de aprovação terminou em 2025, não é recomendável criar documentos retroativos. Cada empresa deve analisar sua situação concreta com o apoio de profissionais contábeis. Pró-labore e distribuição de lucros têm finalidades diferentes O pró-labore remunera o trabalho exercido pelo sócio na administração ou na operação da empresa. Sobre esse pagamento podem incidir contribuição previdenciária e Imposto de Renda, conforme o valor e as características do caso. A distribuição de lucros, por outro lado, representa o retorno decorrente

Leia mais »

Olá! Preencha os campos abaixo para iniciar a conversa no WhatsApp