Planejamento financeiro é uma parte essencial de qualquer negócio, e empresas de construção não são exceção. E, na verdade, o planejamento financeiro é ainda mais crucial para empresas de construção, que enfrentam desafios únicos em termos de orçamento, fluxo de caixa e gerenciamento de projetos. Para garantir o sucesso e a sustentabilidade de uma empresa de construção, é essencial ter um planejamento financeiro sólido e bem pensado.

Ao considerar o planejamento financeiro para empresas de construção, há várias coisas a serem levadas em conta. A primeira delas, é importante entender as diferenças entre os custos diretos e indiretos associados à construção, bem como como eles afetam o orçamento geral do projeto. Além disso, é importante considerar fatores como o tempo de construção, as flutuações no mercado imobiliário e as necessidades de financiamento de curto e longo prazo. Com um planejamento financeiro cuidadoso e estratégico, as empresas de construção podem enfrentar esses desafios de maneira eficaz e garantir o sucesso a longo prazo.

Compreendendo o Mercado e a Economia na Construção

Para uma empresa de construção, compreender o mercado e a economia é essencial para garantir o sucesso e a sustentabilidade do negócio. Nesta seção, serão apresentadas algumas considerações importantes sobre o mercado e a economia na construção.

Análise de Mercado para o planejamento financeiro para empresas de construção

Antes de iniciar qualquer projeto de construção, é importante realizar uma análise de mercado para entender as tendências e demandas do setor. E isso ajudará a identificar oportunidades de negócio e a desenvolver estratégias para atender às necessidades dos clientes.

Alguns fatores que devem ser considerados na análise de mercado incluem:

  • Tendências de mercado: é importante entender as tendências atuais e futuras do mercado, como a demanda por imóveis residenciais ou comerciais, a preferência por materiais de construção sustentáveis, entre outros.
  • Concorrência: analisar a concorrência é fundamental para identificar pontos fortes e fracos, além de oportunidades de diferenciação no mercado.
  • Público-alvo: entender as necessidades e preferências do público-alvo é essencial para desenvolver projetos que atendam às suas demandas.

Influência Econômica no Setor

A economia tem um grande impacto no setor da construção. As mudanças no cenário econômico podem afetar a demanda por imóveis e, consequentemente, a demanda por serviços de construção. Ainda, o custo dos materiais de construção, mão de obra e outros fatores também são influenciados pela economia.

Algumas considerações importantes sobre a influência econômica no setor da construção incluem:

  • Taxas de juros: as taxas de juros afetam diretamente o mercado imobiliário, já que afetam o custo do financiamento para a compra de imóveis.
  • Ciclos econômicos: a construção é um setor que está diretamente ligado aos ciclos econômicos. Em períodos de crescimento econômico, há uma maior demanda por imóveis e serviços de construção. Já em períodos de recessão, a demanda pode diminuir.
  • Custo dos materiais de construção: o custo dos materiais de construção é influenciado pela economia, já que muitos materiais são importados e estão sujeitos às flutuações cambiais.

Em resumo, compreender o mercado e a economia na construção é fundamental para garantir o sucesso e a sustentabilidade de uma empresa de construção. Uma análise cuidadosa desses fatores pode ajudar a identificar oportunidades de negócio e a desenvolver estratégias para atender às necessidades dos clientes.

Estratégias de Gestão Financeira

Para uma empresa de construção, a gestão financeira é o pulmão de todo um sistema em funcionamento. Uma gestão financeira estratégica garante a sustentabilidade do negócio e segurança para as tomadas de decisão.

Fluxo de Caixa

O fluxo de caixa é uma ferramenta essencial para a gestão financeira de empresas de construção. Ele permite que os gestores acompanhem as entradas e saídas de dinheiro em tempo real, o que ajuda a tomar decisões mais precisas e evitar problemas de fluxo de caixa.

Para criar um fluxo de caixa eficiente, é importante registrar todas as movimentações financeiras da empresa, desde as vendas até os pagamentos de fornecedores e funcionários. E é possível utilizar planilhas ou softwares de gestão financeira para automatizar esse processo e facilitar a análise dos dados.

Orçamento e Controle de Custos

O orçamento é outra ferramenta importante para a gestão financeira de empresas de construção. Ele permite que os gestores planejem os gastos da empresa de forma estratégica e evitem desperdícios.

Para criar um orçamento eficiente, é preciso considerar todas as despesas da empresa, desde os materiais de construção até os custos com mão de obra e equipamentos. Além desses pontos, é importante também acompanhar de perto os gastos e fazer ajustes sempre que necessário.

Além disso, é fundamental ter um controle de custos eficiente para garantir que a empresa esteja operando de forma rentável. É possível utilizar ferramentas de análise financeira para identificar áreas de desperdício e tomar medidas para reduzir os custos.

Financiamento de Projetos no planejamento financeiro para empresas de construção

O financiamento de projetos é uma estratégia importante para empresas de construção que desejam expandir seus negócios ou investir em novos empreendimentos. E existem diversas opções de financiamento disponíveis, como empréstimos bancários, investimentos de fundos de venture capital e crowdfunding.

Para escolher a melhor opção de financiamento, é preciso considerar diversos fatores, como o custo do dinheiro, as condições de pagamento e os riscos envolvidos. É importante também ter um plano de negócios bem estruturado e apresentá-lo de forma clara e objetiva aos investidores ou instituições financeiras.

Riscos e Compliance

Esse assunto pode parecer muito distante da realidade de empresas de construção civil. Mas, na prática, o empresário está boa parte do seu tempo evitando correr riscos e ter as suas atividades e informações para o governo na maior conformidade possível e da forma correta. Então, pode-se dizer que os cuidados com riscos e compliance são essenciais para uma gestão estratégica e assertiva.

Gerenciamento de Riscos

O gerenciamento de riscos é uma atividade fundamental para empresas de construção. Para esse gerenciamento, é importante identificar e avaliar os riscos que podem afetar a empresa, a fim de minimizar suas consequências e proteger a empresa contra perdas financeiras. E, entre os riscos mais comuns para empresas de construção estão os riscos de segurança no trabalho, os riscos ambientais, os riscos de atrasos na entrega e os riscos de custos excessivos.

Para gerenciar esses riscos, é importante que a empresa tenha um plano de gerenciamento de riscos bem estruturado. Isso inclui a identificação de riscos, a avaliação de sua probabilidade e impacto, a definição de medidas preventivas e corretivas, e a implementação de um sistema de monitoramento e controle. Mas, além de todos esses pontos, é importante que todos os funcionários estejam cientes dos riscos e das medidas de prevenção adotadas pela empresa.

Conformidade Legal e Normativa planejamento financeiro para empresas de construção

A conformidade legal e normativa é outra questão importante para empresas de construção. A empresa deve estar em conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis, incluindo leis trabalhistas, ambientais, de segurança e de saúde. Além disso, a empresa deve estar em conformidade com as normas técnicas e de qualidade aplicáveis ao setor de construção.

Para garantir a conformidade legal e normativa, é importante que a empresa tenha um sistema de gestão de conformidade bem estruturado. E isso inclui a identificação das leis e normas aplicáveis, a definição de processos e procedimentos para cumprir essas exigências, a implementação de um sistema de monitoramento e controle, e a realização de auditorias internas e externas para avaliar a conformidade da empresa.

A empresa também deve estar preparada para lidar com possíveis violações de leis e normas, implementando medidas preventivas e corretivas para minimizar as consequências dessas violações.

Tecnologia e Inovação na Construção

A tecnologia tem um papel cada vez mais importante na indústria da construção, ajudando as empresas a melhorar a eficiência, reduzir custos e aumentar a segurança. Nesta seção, serão abordados dois aspectos importantes da tecnologia na construção: softwares de gestão e tendências e inovações tecnológicas.

Softwares de Gestão no planejamento financeiro para empresas de construção

Os softwares de gestão são ferramentas essenciais para empresas de construção que desejam gerenciar melhor seus projetos e finanças. Esses softwares podem ajudar a automatizar tarefas, fornecer insights em tempo real e melhorar a comunicação entre os membros da equipe.

Existem muitos tipos de softwares de gestão disponíveis, cada um com suas próprias vantagens e desvantagens. Alguns exemplos incluem:

  • Software de gestão financeira: ajuda a gerenciar as finanças da empresa, incluindo faturas, pagamentos e fluxo de caixa.
  • Software de gestão de projetos: ajuda a gerenciar tarefas, prazos e recursos de projetos de construção.
  • Software de gestão de estoque: ajuda a gerenciar materiais e suprimentos de construção.

Ao escolher um software de gestão, é importante considerar as necessidades específicas da empresa e garantir que o software seja fácil de usar e integrado com outras ferramentas.

Tendências e Inovações Tecnológicas

A tecnologia está sempre evoluindo e a indústria da construção não é exceção. E algumas das tendências e inovações tecnológicas mais importantes na construção incluem:

  • Impressão 3D: permite a criação de peças e estruturas complexas de forma rápida e eficiente.
  • Realidade aumentada e virtual: ajuda a visualizar projetos em 3D e a identificar problemas antes que ocorram.
  • Drones: podem ser usados para inspecionar locais de construção e fornecer imagens aéreas de alta qualidade.
  • Inteligência artificial: pode ser usada para analisar dados e ajudar a tomar decisões mais informadas.

E, embora essas tecnologias possam trazer muitos benefícios, é importante lembrar que elas não são uma solução mágica para todos os problemas da construção. Cada empresa deve avaliar cuidadosamente as necessidades e os custos antes de adotar novas tecnologias. E tudo isso, para aumentar as chances de sucesso no planejamento Financeiro para Empresas de Construção.

Santa Contabilidade pode fazer a diferença no planejamento financeiro para empresas de construção

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Se o 13º salário vira uma surpresa para o caixa da sua empresa todo mês de novembro, o problema pode estar no planejamento.

Planejamento do 13º salário: como proteger o caixa da empresa no fim do ano

Se o pagamento do 13º salário aperta o caixa da sua empresa todos os anos, o problema pode não estar na despesa em si, mas na falta de planejamento financeiro. O 13º salário é uma obrigação previsível. A empresa conhece os períodos de pagamento e consegue estimar antecipadamente quanto precisará desembolsar. Ainda assim, muitos negócios chegam aos últimos meses do ano sem recursos suficientes para cumprir essa obrigação com tranquilidade. Quando isso acontece, o empresário pode precisar utilizar capital de giro, adiar pagamentos, renegociar compromissos ou até buscar crédito de emergência. Além de aumentar a pressão financeira, esse cenário reduz a margem para decisões estratégicas justamente em um período que pode concentrar outras despesas importantes. A melhor forma de evitar esse problema é transformar o 13º salário em uma despesa planejada ao longo do ano, e não em uma preocupação concentrada em novembro e dezembro. Como o 13º salário afeta o fluxo de caixa da empresa? O impacto acontece porque uma parcela importante da folha de pagamento fica concentrada no final do ano. Para uma empresa que não reservou recursos antecipadamente, esse desembolso pode representar uma saída relevante em um intervalo curto de tempo. Ao mesmo tempo, fornecedores, impostos, comissões, bonificações e outras despesas sazonais também podem pressionar o caixa. Por isso, olhar apenas para o saldo bancário disponível no momento não é suficiente. O empresário precisa trabalhar com uma projeção de fluxo de caixa que considere as obrigações futuras. Dessa forma, consegue identificar antecipadamente se haverá recursos suficientes para pagar funcionários e demais compromissos sem comprometer a operação. Como funciona o cálculo do 13º salário? Os empregados contratados pelo regime da CLT têm direito ao 13º salário, calculado proporcionalmente aos meses trabalhados durante o ano. De forma geral, quem trabalhou durante todo o período recebe o equivalente a uma remuneração mensal. Já o colaborador admitido ao longo do ano recebe o valor proporcional ao tempo trabalhado, observadas as regras aplicáveis ao cálculo. Entretanto, a estimativa da empresa não deve permanecer estática durante todo o ano. Admissões, desligamentos, alterações salariais e componentes variáveis da remuneração podem modificar o valor esperado. Comissões, horas extras habituais e determinados adicionais, por exemplo, podem influenciar a base utilizada para o cálculo. Por essa razão, o planejamento precisa acompanhar a movimentação da folha. Uma estimativa feita no início do ano pode deixar de representar a realidade alguns meses depois. Quais são os períodos de pagamento do 13º? Pela regra geral, a primeira parcela deve ser paga até 30 de novembro e a segunda até 20 de dezembro. A primeira parcela também pode ser antecipada nas situações previstas pelas regras trabalhistas. Para o planejamento financeiro, mais importante do que apenas conhecer as datas é incluir esses desembolsos no fluxo de caixa com antecedência. Além do valor pago aos colaboradores, a empresa deve considerar os encargos relacionados ao 13º. Ignorar esses valores pode fazer com que a reserva financeira fique abaixo da necessidade real. Assim, a projeção precisa considerar o custo total estimado da obrigação, e não somente o valor que chegará ao funcionário. Provisão contábil e reserva financeira não são a mesma coisa Esse é um ponto essencial para o empresário. A provisão contábil registra, ao longo dos meses, a formação de uma obrigação futura. Ela contribui para que a contabilidade represente adequadamente as despesas do negócio. A reserva financeira tem outra função: garantir que exista dinheiro disponível no momento do pagamento. Em outras palavras, uma empresa pode ter realizado corretamente a provisão contábil e, mesmo assim, chegar a novembro sem caixa suficiente. Por isso, planejamento contábil e planejamento financeiro precisam caminhar juntos. Uma contabilidade estratégica não olha apenas para o registro da obrigação. Ela também ajuda o empresário a compreender como essa despesa poderá afetar o fluxo de caixa e quais decisões podem ser tomadas antecipadamente para reduzir riscos. Quanto a empresa deve separar por mês? Uma estratégia prática consiste em estimar o custo anual do 13º, incluindo os encargos aplicáveis, e distribuir essa necessidade financeira ao longo dos meses. Imagine, por exemplo, que a empresa estime um desembolso total de R$ 30 mil. Se decidir construir essa reserva durante 12 meses, uma referência inicial seria separar R$ 2.500 mensalmente. O exemplo serve apenas para mostrar a lógica do planejamento. Na prática, o valor precisa acompanhar a realidade da folha. Se houver contratações, desligamentos, reajustes ou mudanças relevantes na remuneração dos colaboradores, a projeção deverá ser atualizada. Quanto mais cedo a empresa identifica uma diferença entre o valor reservado e a necessidade estimada, maior tende a ser sua capacidade de ajustar o caixa sem medidas emergenciais. Como evitar que a reserva do 13º seja usada para outras despesas? Um dos principais riscos ocorre quando a empresa até separa recursos, mas utiliza esse dinheiro durante o ano para cobrir outras necessidades. Nesse caso, o problema apenas é adiado. Uma alternativa de gestão é manter os recursos destinados ao 13º separados do caixa utilizado na rotina operacional. Isso ajuda o empresário a visualizar aquele valor como comprometido com uma obrigação futura. Além disso, a empresa deve acompanhar seu fluxo de caixa regularmente. Se o negócio precisa recorrer repetidamente à reserva destinada a obrigações trabalhistas para pagar despesas do dia a dia, pode existir um problema mais amplo de capital de giro, margem, estrutura de custos ou organização financeira. Esse sinal merece atenção. Por que setembro é um bom momento para revisar o planejamento? Mesmo empresas que não começaram a formar a reserva no início do ano ainda podem melhorar sua preparação. A partir de setembro, a proximidade dos pagamentos torna a revisão do fluxo de caixa ainda mais importante. Nesse momento, a empresa pode atualizar a estimativa do 13º, verificar quanto já possui reservado e calcular o valor que ainda precisará acumular até os pagamentos. Também é importante projetar outras despesas previstas para o período. Entre elas podem estar: Ao analisar todos esses compromissos em conjunto, o empresário obtém uma visão mais realista da necessidade de caixa. O que fazer quando a empresa percebe que a

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NF-e denegada: o documento é impedido de ser autorizado por uma irregularidade fiscal relacionada ao emitente ou ao destinatário. Nesse caso, a mesma NF-e não deve simplesmente ser corrigida e reutilizada. A situação precisa ser analisada com cuidado e, quando necessário, com orientação contábil. NF-e autorizada: significa que a SEFAZ validou o XML e registrou a autorização. A empresa também deve verificar se o protocolo de autorização está corretamente vinculado ao documento. Conhecer essas diferenças evita decisões equivocadas e reduz o risco de tentar corrigir uma situação que exige outro procedimento. Como a rejeição pode afetar o faturamento da empresa? Uma nota rejeitada pode interromper várias etapas da operação. Dependendo de como o ERP e os demais sistemas estão configurados, a falta de autorização pode impedir a expedição, a geração adequada do DANFE, a atualização do estoque e a integração com contas a receber e logística. 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CNPJ, CPF, razão social, endereço, município, UF e inscrição estadual precisam estar coerentes com a operação realizada e com os registros utilizados para emissão. Uma inscrição estadual incorreta ou uma classificação equivocada do destinatário como contribuinte do ICMS, por exemplo, pode comprometer a emissão. Antes de retransmitir, vale revisar: Se o erro estiver no cadastro do cliente, corrija a informação na origem. Dessa forma, você evita que o mesmo problema apareça nas próximas vendas. NCM, CFOP e tributação também exigem atenção O NCM identifica a mercadoria, enquanto o CFOP representa a natureza da operação realizada. Essas informações influenciam diretamente o preenchimento fiscal da NF-e. A empresa também precisa verificar a origem da mercadoria e os campos tributários relacionados à operação, incluindo CST ou CSOSN e os tributos aplicáveis. O regime tributário da empresa também interfere na forma de configuração do documento. Por isso, copiar parâmetros fiscais utilizados por outra empresa ou escolher um código apenas para eliminar uma rejeição pode criar inconsistências maiores. A análise deve considerar o produto, o tipo de operação, o estado de origem e destino e o perfil do destinatário. Quando houver dúvida, a orientação da contabilidade ajuda a reduzir riscos e evita alterações baseadas apenas em tentativa e erro. Divergências de valores e campos obrigatórios A SEFAZ também realiza validações sobre os valores informados na NF-e. Quantidade, preço unitário, descontos, frete, seguro, outras despesas, bases de cálculo, impostos e valor total precisam estar corretamente relacionados. Um desconto aplicado ao item e não refletido no total, por exemplo, pode gerar inconsistência. O mesmo pode ocorrer quando o frete ou outros valores não seguem a configuração esperada pelo sistema. Também é importante conferir numeração, série, modelo, finalidade do documento e demais campos obrigatórios da operação. Uma revisão antes do envio pode evitar retrabalho e atrasos no faturamento. E quando o problema está no sistema? Nem toda rejeição nasce de um erro de cadastro. O emissor pode estar utilizando configurações inadequadas, versões incompatíveis do leiaute, certificado digital inválido ou parâmetros desatualizados. Também podem ocorrer falhas de comunicação com o ambiente autorizador. Em situações desse tipo, a empresa deve consultar o status da NF-e antes de simplesmente transmiti-la outra vez. Afinal, pode acontecer de o documento ter sido processado, mas o retorno não ter chegado corretamente ao sistema. Registrar código da rejeição, horário, número da nota e demais informações do retorno facilita a investigação. Como corrigir uma nota fiscal rejeitada com mais segurança? O processo começa pela análise da mensagem apresentada pela SEFAZ.

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NCM e CEST no e-commerce: o erro silencioso que pode destruir sua margem e aumentar seus impostos

Cadastro incorreto no e-commerce: como proteger sua margem na Reforma Tributária

Vender mais nem sempre significa lucrar mais. No e-commerce, um cadastro incorreto pode fazer a empresa aumentar o faturamento enquanto perde margem silenciosamente em cada pedido. Com a Reforma Tributária, esse cuidado ganha ainda mais importância. A Lei Complementar nº 214/2025 instituiu o IBS e a CBS e trouxe mudanças que exigem adaptações fiscais, tecnológicas e operacionais das empresas. Por isso, não basta acompanhar alíquotas. O empresário precisa revisar a classificação dos produtos, verificar o NCM, atualizar custos, preparar o ERP e avaliar como tributos, créditos, fretes, comissões, meios de pagamento e devoluções afetam o preço final. O objetivo não deve ser apenas emitir notas corretamente. Um cadastro fiscal organizado também ajuda a proteger a rentabilidade, reduzir riscos e melhorar a tomada de decisão. Por que o cadastro de produtos pode afetar a margem do e-commerce? O cadastro do produto conecta diferentes áreas da empresa. Informações registradas no ERP podem alimentar a emissão da nota fiscal, o estoque, a apuração tributária, os relatórios gerenciais e até a formação dos preços. Quando esses dados estão incorretos ou desatualizados, o problema pode se espalhar por toda a operação. Um custo de compra antigo, por exemplo, pode fazer determinado produto parecer mais lucrativo do que realmente é. Da mesma forma, uma classificação fiscal inadequada pode gerar inconsistências tributárias e exigir correções posteriores. Por isso, revisar o cadastro não deve ser tratado apenas como uma tarefa do departamento fiscal. É também uma decisão de gestão. NCM exige atenção durante a Reforma Tributária A Nomenclatura Comum do Mercosul, conhecida como NCM, identifica e classifica mercadorias conforme suas características. A Receita Federal mantém o Sistema Classif, que reúne a tabela NCM, Notas Legais, Notas Explicativas do Sistema Harmonizado e decisões de classificação fiscal, entre outros materiais de apoio. Isso mostra por que a escolha do código não deve ocorrer apenas com base no nome comercial do produto. Características como composição, função, material, apresentação e finalidade podem influenciar a classificação. Além disso, durante a implantação do IBS e da CBS, os documentos fiscais eletrônicos passam a incorporar informações específicas relacionadas aos novos tributos. As especificações oficiais da NF-e já contemplam códigos como CST-IBS/CBS e cClassTrib para identificar o tratamento tributário aplicável às operações. Portanto, o empresário precisa olhar para o cadastro de maneira integrada: NCM, descrição, unidade de medida e demais informações fiscais precisam conversar entre si e com a parametrização do sistema. Copiar o NCM do fornecedor pode trazer riscos Um erro bastante comum no comércio eletrônico é simplesmente replicar o NCM informado pelo fornecedor. Essa informação pode servir como referência, mas não deve ser aceita automaticamente como validação da classificação da mercadoria. O fornecedor também pode ter utilizado uma classificação inadequada. Além disso, produtos semelhantes comercialmente podem apresentar características técnicas diferentes. O mesmo cuidado vale para concorrentes. Encontrar determinado NCM em outro e-commerce não significa que ele seja necessariamente correto para o produto vendido pela sua empresa. A classificação fiscal deve refletir as características reais da mercadoria, e não a intenção de conseguir uma tributação mais vantajosa. Sempre que houver dúvida relevante, o ideal é reunir fichas técnicas, descrições detalhadas e documentação disponível e realizar a análise com apoio contábil ou tributário. Esse cuidado reduz o risco de perpetuar um erro por centenas ou milhares de vendas. Como priorizar a revisão do cadastro de produtos? Empresas com poucos itens conseguem realizar uma revisão ampla com maior facilidade. Já um e-commerce com centenas ou milhares de SKUs precisa definir prioridades. Em vez de revisar o catálogo aleatoriamente, comece pelos produtos capazes de causar maior impacto financeiro. Analise principalmente: Depois, cruze essas informações com os dados fiscais. Essa análise ajuda a encontrar produtos que parecem rentáveis quando observados apenas pelo faturamento, mas deixam uma margem muito menor depois de considerar impostos, taxas e despesas operacionais. Prepare o ERP para IBS e CBS A Reforma Tributária também exige atenção à tecnologia. As especificações dos documentos fiscais eletrônicos vêm sendo adaptadas para comportar as informações do IBS e da CBS. O Portal Nacional da NF-e já disponibiliza tabelas e códigos utilizados na classificação tributária dos novos tributos. Por essa razão, não é recomendável esperar que todos os problemas apareçam na emissão das notas para começar a conversar com o fornecedor do ERP. A empresa deve verificar se o sistema está sendo atualizado, quais campos serão necessários, como ocorrerá a parametrização e de que maneira as novas informações conversarão com os demais módulos. Fiscal, contabilidade, financeiro, comercial e tecnologia precisam trabalhar de forma integrada. Uma mudança realizada apenas no módulo fiscal, sem avaliar seus reflexos na precificação ou nos relatórios de margem, pode resolver uma obrigação operacional e criar outro problema de gestão. Preço de venda precisa considerar o custo real da operação Outro ponto crítico é a precificação. Muitos e-commerces ainda definem seus preços considerando basicamente o custo da mercadoria, uma estimativa de impostos e a margem desejada. Na prática, existem outros valores que consomem a rentabilidade. O empresário precisa avaliar custo de aquisição, tributos aplicáveis, créditos quando cabíveis, frete, embalagem, comissão do marketplace, tarifas dos meios de pagamento, parcelamento, anúncios, descontos, devoluções e logística reversa. Imagine um produto com boa margem antes das taxas do marketplace. Depois de considerar comissão, frete subsidiado, custo financeiro e devoluções, a operação pode entregar um resultado muito diferente daquele apresentado inicialmente pela planilha comercial. Por isso, uma política de preços eficiente precisa partir de dados atualizados. Analise a margem por canal de venda O mesmo produto não necessariamente apresenta a mesma rentabilidade em todos os canais. Uma venda realizada no site próprio pode ter custos diferentes de uma venda em marketplace. As comissões, campanhas promocionais, fretes e condições de pagamento mudam. Portanto, acompanhar apenas a margem média da empresa pode esconder problemas. Sempre que possível, avalie a rentabilidade por produto e por canal. Essa visão permite responder perguntas importantes: quais produtos realmente sustentam o lucro? Em quais canais determinadas mercadorias deixam de ser atrativas? Quais promoções aumentam o faturamento, mas destroem margem? Com dados confiáveis, o empresário pode ajustar preço, negociação

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